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Reportagens
Educação Ambiental

Visão celular e raciocínio ternário

     A  Autopoesis- ou poesia em grego, pode ser entendida também como criação - é a teoria que tem norteado as ações da ambientalista,  pois abre a perspectiva de novas formas de pensamento e de ação, primando pelo trato da complexidade e da transdisciplinaridade. Nesta visão, não existe uma célula sem o seu ambiente, embora vejamos a célula como algo estanque, ela e o ambiente são uma interação e nessa interação, muda a célula e muda o ambiente, ao mesmo tempo.

     Deste modo, quem evolui é a relação entre os dois. A perspectiva diferente de analisar as situações, como uma desgastada relação marido e mulher, por exemplo, quando se procura quem é o culpado, se o marido ou a mulher, o problema é deslocado para a relação. Olhando a relação, é possível transformá-la e ao transformá-la, também ao casal, aos dois.

     Com a Autopoesis  há “uma outra perspectiva de pensamento e você começa a tirar o dedo em riste do outro”, colocando a culpa na relação e não na pessoa. Não se trata, portanto, de um raciocínio binário (ou isso ou aquilo), mas de um raciocínio ternário. Ou seja, é considerar que entre duas possibilidades existe o mesmo infinito, que existe a partir de um dos pontos até o infinito.

     No caso da Baia Babitonga, se a considerarmos a unidade, o ambiente são os municípios que a rodeiam com seu oceano. Se o conselho gestor for considerado a unidade, o ambiente é a Baia Babitonga. Ou seja, "o importante é que dentro dessa visão fractal, a unidade e o ambiente podem se alternar, desde que nós entendemos que ela é interativa, interdependente e interimplicativa e serão juntas o que decidirem ser nesta relação", frisou a palestrante.          

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