Investimentos em ensino via internet poderiam ter salvo a vida de professores durante a pandemia, afirma especialista

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O ano de 2020 foi o ano em que a escola foi até os alunos pela primeira vez na história e o número de matrículas de ensino via internet superou o presencial em todo mundo. Levantamento da UNESCO revela que a média mundial de escolas fechadas devido à pandemia foi de 22 semanas. Nos EUA, a média foi de 38 semanas. Na Europa, 10 semanas. No Brasil, o número foi registrado em 40 semanas em que as escolas permaneceram fechadas.

 

Estudo realizado pela Rede Escola Pública e Universidade (REPU) mostrou que a contaminação dos professores por COVID-19 somente no estado de SP foi 192% maior que a incidência na população adulta do estado. Diretor de Educação e Tecnologia da Universidade Americana, Ambra University, acredita que o retorno ao ensino presencial no atual momento deverá aumentar a exposição de docentes ao vírus.


Dados do último senso da educação no Brasil mostram que o país tem 2,6 milhões de professores. Levantamento da UNESCO revelou que o Brasil, registrou uma média de 40 semanas em que as escolas permaneceram fechadas ultrapassando nações como Estados unidos. A média mundial de escolas fechadas devido à pandemia é de 22 semanas, segundo o estudo. A Fiocruz divulgou, esta semana, estudo que revela menor contaminação nas escolas de nível básico.

Relatório do Center for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos - CDC, confirmou, em janeiro deste ano, que somente 10% dos casos de COVID-19 nos Estados Unidos foram entre crianças. A pesquisa também mostra que o risco de contaminação em Universidades e Escolas de nível médio foi maior do que o risco de contaminação em escolas de nível básico. Estas evidências, segundo o Diretor de Educação e Tecnologia da universidade americana Ambra University, Alfredo Freitas, que tem mais de 10 anos de experiência, investimentos em tecnologia e no ensino híbrido podem poupar professores de se contaminar.

"Principalmente no ensino superior, onde as evidências provaram que há maior risco de contaminação pelo coronavírus, investimentos deveriam ser urgentes para tornar o ensino via internet uma opção que ajude a salvar vidas neste momento de crise. É preciso enxergar que mesmo nos países cuja vacinação está acelerada, como nos EUA, por exemplo, o retorno às aulas presenciais ainda não foi amplamente difundido. As universidades americanas já anunciaram que pretendem manter grande parte dos cursos totalmente online", explica Alfredo Freitas.

O especialista está correto. Durante a pandemia o Governo Federal vetou o projeto que previa instalação de internet banda larga nas escolas brasileiras. "O ensino via internet é uma realidade irreversível no Brasil e no mundo e já ganhou um novo impulso devido a pandemia. Precisamos estar todos atentos a este fenômeno e buscar, principalmente no Brasil, investimentos em tecnologia educacional, conectando as escolas na internet e fomentando essa modalidade de ensino remoto que não vai acabar", explica Alfredo Freitas.


Um bom exemplo

Os Estados Unidos é líder no investimento em ensino via internet segundo a plataforma digital de aprendizado Preply. O estudo examinou a infraestrutura de tecnologia e acessibilidade em 32 países pelo mundo. O estado da infraestrutura digital, o número de cursos de educação digital e o mercado de e-learning foram analisados para descobrir quais países estão melhor preparados para a transformação e para o aprendizado online. O resultado destacou o país norteamericano como sendo pioneiro em investimentos na educação virtual.


O Brasil ocupa o último lugar no número de cursos a distância. Apesar de ter o segundo maior mercado de estudantes, atrás apenas dos Estados Unidos com 77 milhões de alunos. "Esses dados revelam que o Brasil tem um grande mercado de aprendizado online para ser mobilizado. Os EUA contam com diversas universidades via internet, com dezenas de milhares de cursos totalmente online oferecidos. Dados atuais indicam que, no geral, as matrículas em cursos on-line no país já estão se sobrepondo às da educação superior presencial. Isto é fruto de uma lógica mercadológica e pedagógica pensada e precisamos estar todos atentos a este fenômeno" alerta Freitas.


Alfredo Freitas é pós-graduado em 'Project Management' pela Sheridan College no Canadá, graduado em Engenharia de Controle e Automação e Mestre em Ciências, Automação e Sistemas, pela Universidade de Brasília. O renomado profissional tem mais de 15 anos de experiência em Tecnologia e Educação. É atualmente Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University. A Universidade americana é credenciada e tem cursos reconhecidos pelo Florida Department of Education (Departamento de Educação da Flórida) sob o registro CIE-4001. Além disso, a universidade conta com histórico de revalidação de diplomas no Brasil.  (Texto produzido pela Assessoria de Imprensa da Ambra University )