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De onde vem?

A origem do Budismo e seus valores

 

Certa vez, perguntaram a Dalai Lama: O que mais te surpreende na humanidade?”

 

Muito provavelmente você já deve ter lido ou escutado essa frase, seja em um contexto filosófico ou humorístico. Essa frase está associada à Tenzin Gyatso, o 14° Dalai Lama, líder religioso do Budismo Tibetano, que é uma das maiores vertentes do Budismo.

 

Figura - Templo Budista Sensoji, em Asakusa, Tóquio - Fonte: Wikipédia.

 

 

Sidarta Gautama, o precursor

 

Pode-se dizer que tudo começou no século IV a.C. com Sidarta Gautama, um príncipe do pequeno reino de Capilavatsu, localizado em Lumbini(atual Nepal). Desde pequeno, Sidarta foi proibido de sair do palácio pelo seu pai Sudodana, que tinha como objetivo proteger o garoto do “sofrimento” do mundo afora. Mesmo impondo essa regra, Sidarta conseguiu escapar do local, e presenciou diversos aspectos da sociedade, como pobreza, velhice e morte. Essas cenas fizeram com que o rapaz pensasse sobre a infelicidade, dor e sofrimento humano que rodeava a vida de cada um.

Com o intuito de se “livrar do sofrimento”, o príncipe renuncia a sua vida luxuosa, abandonando os seus títulos e família, enquanto parte para uma viajem em busca de uma resposta para si próprio. Ao longo de sua jornada Sidarta se deparou com diferentes grupos de monges que tinham o mesmo propósito, esses encontros foram benéficos para o jovem, pois o mesmo conseguia entrar em estado de meditação com maior facilidade.

Posteriormente,

 

Sidarta acaba criando seu próprio caminho de agir e enxergar a natureza humana, para ele o sofrimento é algo que sempre acompanhará o homem, pois é a razão das insatisfações, essas razões são o resultado de desejos que não se concretizaram. Para poder lidar com sofrimento o então monge criou o “Caminho Óctuplo”, esse caminho consiste em seguir 8 passos, são eles:

 

  • A compreensão perfeita: permitindo compreender o mundo como ele realmente é, e não como gostaríamos como ele pudesse ser (um mundo sem Fakenews talvez!?)

 

  • Aspiração correta: Tomar ações de forma racional, visando o bem de todos.

 

  • A perfeita fala: Não mentir, e quando for falar, sempre visando uma fala construtiva e harmoniosa.

 

  • A conduta perfeita: Não causar sofrimento por meio de ações.

 

  • O meio de vida correto: O indivíduo deve possuir um meio de vida que não cause sofrimento para ele mesmo e para os demais, estando bem consigo próprio

 

  • O esforço correto: O indivíduo sempre deve se esforçar para não causa sofrimento para os demais e para si próprio.

 

  • A perfeita atenção: abandonar atitudes desagradáveis que tragam sofrimento, visando o bem-estar.

 

  • A perfeita concentração: Compreender si próprio e o universo, meditando frequentemente.

 

Após a morte de Sidarta, seus discípulos espalharam suas lições pelas demais regiões, hoje em dia os países com a maior concentração de praticantes são da Ásia Oriental (China, Japão, Coreia do Sul, Mongólia, Taiwan e etc).

 

E no Brasil?

 

Como muitos já sabem, o Brasil é um país onde há predominância cristã, mas isso não quer dizer que também não há diversidade no país. Além de religiões Afro-Brasileiras, o budismo também chegou de barco, mais precisamente pelos barcos japoneses. Com a imigração de nipônicos no começo do século XX, novos costumes em diversas áreas chegaram ao território brasileiro, e isso inclui a prática do budismo.

 

Figura - Templo Zu Lai, em Cotia-SP  -   Fonte: Wikipédia

 

Curiosidades sobre o Budismo

 

  • O Budismo é a 4° religião com mais praticantes no mundo, são aproximadamente 500 milhões de praticantes.

 

  • Buda significa “iluminado”, é o título dado ao indivíduo que alcança a realização espiritual.

 

  • Nirvana é o estado quando a pessoa se liberta do sofrimento.

 

  • Hinduísmo influenciou consideravelmente, visto que de forma geográfica e temporal ambos possuem diversas semelhanças.

 

OBS: O Budismo possui diversas ramificações e sua origem pode variar de acordo com cada uma delas. No entanto, a grande maioria utiliza Sidarta como o marco inicial.

 

Texto produzido por: Renato Camillo Simão.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/8913566652197891

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