Jornal da Educação - JE ISSN 2596-223X - online -

Jornal da Educação-JE ISSN 2237-2164   impresso

JECC 3 - O DESAFIO DE SE TORNAR PROFESSOR: UMA EXPERIÊNCIA PARA ALÉM DA PANDEMIA

THE CHALLENGE OF BECOME A TEACHER: AN EXPERIENCE BEYOND THE PANDEMIC

 

Taiane Correia Ribas Taparello1

Marli Pavan2

 

RESUMO: O artigo resulta do Estágio Curricular, do Curso de Pedagogia, do Centro de Educação a Distância, da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Ele foi desenvolvido em uma Escola Básica Municipal, localizada no Município de Ponte Serrada/SC, com alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental, no primeiro semestre de dois mil e vinte e um. Destacamos que esse momento de estágio foi desafiador, não somente pelo contexto da pandemia, mas também pelo fato da estagiária estar passando por restabelecimento de sua saúde, em consequência de ter ficado três meses internada no Hospital. Nesse tempo entre Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e quarto, realizou oito cirurgias e teve comprometimentos cognitivos, necessitando de acompanhamento individualizado. Por fazer parte do quadro de risco, necessitou desenvolver o estágio no formato remoto, mesmo que a escola estivesse desenvolvendo suas atividades de forma híbrida. Foram quatro as sequências didáticas, abordando “a vida dos animais do campo”, conteúdo trabalhado de forma lúdica, favorecendo a aprendizagem das crianças e promovendo desenvolvimento das suas potencialidades cognitivas, físicas, afetivas e raciocínio lógico.

 

Palavras-chaves: Alfabetização; Aulas remotas; Estágio.

 

ABSTRACT: The article is the result of the Curricular Internship, of the Pedagogy Course, of the Distance Education Center, of the University of the State of Santa Catarina (UDESC). It was developed in a Municipal Basic School, located in Ponte Serrada/SC, with students from the first year of Elementary School, in the first semester of twenty-one thousand. We emphasize that this internship moment was challenging, not only due to the context of the pandemic, but also because the intern is going through the recovery of her health, as a result of having been hospitalized for three months at the Hospital. During this time between the Intensive Care Unit (ICU) and fourth, she underwent eight surgeries and had cognitive impairments, requiring individualized follow-up. As part of the risk scenario, it needed to develop the internship in a remote format, even if the school was developing its activities in a hybrid way. There were four didactic sequences, addressing “the life of farm animals”, content worked in a playful way, favoring children's learning and promoting the development of their cognitive, physical, affective and logical reasoning potential.

 

Keywords: Literacy;Remote;Classes; Phase.

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Este artigo apresenta as experiências do estágio supervisionado, do Curso de Pedagogia do Centro de Educação a Distância, da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). A ação docente foi desenvolvida numa escola da rede municipal de Ponte Serrada/SC. Essa ação se deu com alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental, no primeiro semestre de 2021. Consideramos que esta prática docente foi desafiadora, não somente por conta da pandemia, mas, porque a acadêmica/estagiária, Taiane Correia Ribas Taparello, passou por restabelecimento de saúde, em consequência de ter ficado três meses em internação hospitalar. Esse tempo foi alternado entre Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e quarto, uma vez que realizou oito cirurgias e teve comprometimentos cognitivos, necessitando de acompanhamento individualizado. Nesse sentido, por fazer parte do quadro de risco, precisou desenvolver o estágio no formato remoto, mesmo que a escola estivesse no formato híbrido.

Trabalhamos as sequências didáticas as quais tiveram como foco o conhecimento da família silábica da letra C, relacionando-a ao campo lexical relativo a animais existentes que vivem principalmente na zona rural. Quando a criança conhece a realidade do campo e vivencia momentos novos, adquire novas experiências, além de conhecimentos os quais se tornam significativos, especialmente por meio de atividades pedagógicas, especialmente se estas forem permeadas por brincadeiras e jogos, além desses discentes terem a oportunidade de ampliar sua interação tanto com o professor com colegas de classe. Ou seja, torna-se uma maneira de integração entre as crianças a um ambiente escolar saudável e lúdico, mesmo com o distanciamento devido à pandemia. A escolha do tema “os animais” surgiu das observações feitas durante a nossa prática sustentada pelo primeiro projeto de intervenção, quando sentimos que esse assunto despertaria nas crianças muita curiosidade e interesse em aprendê-lo tanto em sala de aula como também em casa.

A partir das observações realizadas, e após a leitura de documentos oficiais, além da análise e reflexão acerca do levantamento dos dados significativos para a produção deste estudo e sobre nossa ação docente, abordamos a importância do lúdico na alfabetização, e seus aspectos adotados durante o estágio, como forma de desenvolvermos as atividades em sala de aula, visando à participação ativa dos alunos, durante o processo de ensino e aprendizagem.

 

2 A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA ALFABETIZAÇÃO

 

As atividades lúdicas que garantem um componente revelam um papel importante na alfabetização, tornando-se um aliado do professor durante o processo de ensino-aprendizagem. Por meio da ludicidade, os educandos aguçam seu interesse tanto pela leitura como pela escrita. Consideramos que jogos e brincadeiras pedagógicos estimulam a imaginação e o raciocínio das crianças, fazendo com que elas explorem seus limites e capacidades. Esses recursos didáticos devem ser explorados com a finalidade de promover a aprendizagem dos educandos, desenvolvendo neles o raciocínio lógico durante as atividades propostas pelo professor/a. É também por meio de atividades permeadas por brincadeiras e jogos que as crianças aprendem a superar suas frustrações, perder uma disputa ou quando eventualmente recebem alguma admoestação.

Para promover uma educação lúdica, a professora deve ser criativa e crítica, buscando sempre novos caminhos didáticos a fim de promover a aprendizagem de todos os estudantes. Alfabetizar não é somente ensiná-los a decodificar letras, mas ajudá-los a compreender que essas letras têm um uso e contém um significado no processo de produção do conhecimento.

As atividades lúdicas, portanto, podem permear diferentes áreas do conhecimento, principalmente por meio da linguagem, ao expandir o vocabulário, a ortografia, a memória e o reconhecimento do conteúdo proposto nas atividades escolares. Além disso, podem aumentar a coordenação viso-motora; também promove o conhecimento lógico-matemático, estimulando o reconhecimento das funções numéricas, a identificação das formas geométricas, a noção de quantidade, a identificação de cores, tamanhos, comprimentos, diferenças e igualdades; auxilia no conhecimento social, estimulando a atenção, o envolvimento familiar, a socialização no meio em que vivem, o respeito aos colegas, facilita a localização geográfica e o reconhecimento da história e propiciam o conhecimento do meio natural em que essas crianças vivem.

Esse entendimento nos permite compreender que o lúdico deve permear as atividades discentes constitui-se num componente importante e facilitador no ensino-aprendizagem. Nesse processo, o professor que se utiliza dessa estratégia torna suas aulas estimulantes e prazerosas. O lúdico como estratégia pedagógica contribui para uma aprendizagem significativa, pois quando os alunos estão envolvidos em determinada ação pedagógica, o processo de ensino-aprendizagem pode tornar-se agradável e dinâmico. Segundo Vygotsky (1991, p. 134),

 

[...] o melhor método é aquele em que as crianças não aprendem a ler e escrever, mas sim, descubram essas habilidades durante as situações de brinquedo. O desenho e o brincar são fundamentais ao desenvolvimento da linguagem escrita das crianças na pré-escola.

 

Ainda de acordo com Vygotsky (1988), a brincadeira estimula nas crianças a zona de desenvolvimento proximal, o que significa uma aproximação da distância do nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver problemas sozinhos, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado por meio da solução de um problema, desde que elas recebam orientação de um adulto ou responsável.

Estudos da psicologia de Piaget mostram que o período operatório concreto se dá no momento em que a criança, especialmente nos anos iniciais, demonstra a necessidade de trocar as brincadeiras simbólicas por jogos construtivos, compostos de regras. São aqueles pelos quais elas mais se interessam nessa fase da vida, como futebol, queimada, boliche, cabo de guerra, xadrez, dominó, entre outros. Durante o processo de ensino-aprendizagem, o professor deve propor aos seus alunos atividades que envolvam confecção, tais como confecção de cartelas com letras, leitura de textos enigmáticos, elaboração de dados e jogos para reconhecimento de letras e sílabas, resolução de palavras cruzadas, jogos de dominó contendo letras etc. Para o exercício de leitura, o professor deve planejar suas aulas utilizando-se de diferentes estratégias, o que tornará as atividades propostas mais agradáveis, como por exemplo, leitura por meio de mímica, leitura dramatizada, rodas de leitura e leitura dramatizada.

O uso de jogos como estratégia lúdica, em sala de aula, proporciona aos alunos um interesse espontâneo, porém, o professor deve levar em conta que estratégias permeadas pelo aspecto lúdico se torna um recurso privilegiado na intervenção educativa. Porém ele não pode deixar os alunos sem o necessário auxílio. Ele não deve utilizar suas estratégias sem sua mediação, existem certos tipos de jogos que devem ser monitorados e isso somente se dá sob observação do professor durante todos os processos de aprendizagem.

Um jogo apresentado à criança não é equivalente aos jogos destinados aos adultos, pois, em uma simples recreação, o adulto que joga se afasta da realidade, enquanto a criança, ao brincar/jogar, avança para diversas etapas de domínio do mundo que a cerca. Na criança, dá-se a promoção da alta autoestima, uma das condições de desenvolvimento cognitivo e emocional. E essa condição tem sua gênese na infância de acordo com os processos de interação social - na família ou na escola – que precisam ser amplamente proporcionados pelo brincar (HUIZINGA, 1980, p. 36).

O mundo da escrita é muito mais amplo do que parece, pois envolve muitos aspectos importantes para a alfabetização dos alunos. Nesse sentido, deve entrar em cena a estratégia lúdica, por meio da qual o aluno é estimulado a desenvolver sua criatividade, o que desperta a vontade de participar das aulas.

De acordo com Bruner (1978), a aprendizagem da língua materna pode tornar-se mais dinâmica quando se trabalha o viés lúdico durante as propostas, pois a ação comunicativa se desenrola já no início da primeira infância, durante as brincadeiras entre mãe e filho, o que dá significado aos gestos maternos e permite à criança decodificar contextos e aprender a falar. As atividades de alfabetização devem ser elaboradas de forma lúdica de forma que favoreçam uma melhor aceitação dos conteúdos a serem desenvolvidos e despertem a curiosidade, ao mesmo tempo que promovam e estimulem o processo de ensino e aprendizagem.

 

2.1 Caracterização do Campo de Estágio

A escola que nos serviu como campo de estágio foi criada pela Lei Municipal n. 712/81, de 17 de dezembro de 1981, a qual dispõe de um espaço amplo, com quadra de esportes e um ginásio que possibilita a realização de diversas atividades esportivas e culturais. Essa escola oferece o Ensino Fundamental de 1º ao 9º ano, e é regida pelas Propostas Curricular do Município e do Estado de Santa Catarina, norteada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) pelo Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola e por meio do Regimento Estadual da Escola, elaborado por toda a comunidade escolar, pelos representantes dos pais e representantes dos alunos.

Esses documentos contemplam as mais variadas necessidades da comunidade escolar, elaborados como normas para o bom andamento das atividades. Neles se destaca a importância da formação docente de forma a possibilitar que os alunos se desenvolvam em sua plenitude.

A escola em pauta vem atuando no Município desde 1988, e situa-se em um ponto estratégico por acolher um grande número de alunos, vindos do interior, ou seja, da área rural do referido Município, de bairros próximos e também do centro da cidade. Atende um corpo discente diversificado, composto de alunos do Ensino Fundamental. Além de possibilitar a inclusão social em todos os seus aspectos, a comunidade escolar é constituída por famílias de diversos níveis sociais e econômicos, e atende um grande número de crianças das famílias de baixa renda as quais são e beneficiadas por Programas Sociais do Governo Federal e do Estado de Santa Catarina.

A referida escola visa à construção do saber e fazer dos seus educandos, desenvolvendo neles habilidades cognitivas de forma prazerosa, lúdica e interdisciplinar, estimulando esses alunos por meio de projetos e pesquisas, os quais promovem o espírito investigador e respeito às diferenças individuais e sociais, além de incentivar a criatividade e a formação do senso crítico dos seus discentes, procurando torná-los participativos, autônomos e conscientes da necessidade de respeito mútuo diante da diversidade humana e cultural, auxiliando-os na aquisição de valores éticos e estéticos.

O referido estágio possibilitou que colocássemos em prática a formação adquirida durante o Curso de Pedagogia, fazendo com que o professor em formação relacionasse a teoria à prática pedagógica. “A profissão docente é uma prática social, ou seja, como tantas outras, é uma forma de se intervir na realidade social, no caso, por meio da educação, que ocorre, não só, mas essencialmente na instituição de ensino” (PIMENTA, 1999, p. 12).

Consideramos o desenvolvimento do nosso estágio, tanto no período de observação quanto a atuação em sala de aula, etapas muito importantes na preparação dos futuros docentes. A ação de relacionarmos a teoria e prática, corrobora com o que Sacristán (1999) propõe como uma prática institucionalizada. Contribui também dizer, segundo Zabala (1998), que a prática institucional segue a partir de vários determinantes que justificam a organização das tradições metodológicas.

 

2.2 Análises e reflexões sobre a experiência docente no campo de estágio em tempos e pandemia

No estágio docente colocamos em prática os conhecimentos adquiridos no Curso de Pedagogia, por meio de estudos e pesquisas. Consequentemente, elaboramos nosso planejamento, para aplicação e concretização de um projeto de intervenção. A interação e a troca de informações com a professora regente da turma, mesmo que de forma online, acerca do tema “Alfabetização no campo com nossos amigos animais”, serviu para implementarmos nosso planejamento a ser desenvolvido.

Este planejamento contemplou atividades geradas a partir dos conteúdos e da proposta de trabalho da professora regente. Diante do momento vivenciado, que necessitou o enfrentamento da COVID-19, realizamos nosso estágio de forma remota. Para esse fim, desenvolvemos atividades que proporcionaram aos educandos uma aprendizagem significativa, destacando-se conteúdos relacionados à alfabetização, diversidade, ludicidade e afetividade, desenvolvidas a partir do tema “Vida dos animais do campo”.

Como estratégia didática, gravaram-se vídeos contendo contação de histórias e atividades referentes à caracterização de certos animais, para que os alunos se sentissem motivados a partir das histórias na expectativa de que elas despertam a curiosidade, o interesse e, consequentemente a interação, e houvesse o desenvolvimento da aprendizagem das letras e dos números, visando à ampliação do processo de alfabetização e de letramento.

Os vídeos foram realizados em uma propriedade rural, localizada na Linha Alegre, interior do município de Ponte Serrada, o qual se constitui num habitat natural de animais.

 

Imagem do Vídeo 1 - Sequência didática: Como vive o Cavalo

 

Fonte: Arquivos das autoras

A imagem desse vídeo ilustrativo apresenta as características físicas, hábitos, vivências, hábitos alimentares, habitat dos animais e sua relação com o homem. Após essa interação visual/oral, foram encaminhadas atividades para serem realizadas em casa, com a ajuda dos pais ou responsáveis: procurar objetos que você tenha na sua casa que contenham a família silábica da letra C; escrevê-las no caderno, realizar a leitura das sílabas encontradas; desenhar ou recortar figuras relacionadas a essas famílias silábicas e colar no caderno; enviar uma foto das atividades.

 

Imagem do Vídeo 2 – Sequência didática: Como vive o animal Cachorro

 

Fonte: Arquivos das autoras

 

Apresentamos as características físicas desse animal, seus hábitos e vivências, hábitos alimentares, habitat, utilidade e sua relação com o homem.

Atividades: desenhar esse animal de estimação (caso não o tenha, desenhe aquele que você gostaria de ter). E orientamos, para quem não possui um animal de estimação, reportar-se a um animal de um amigo também desenhá-lo. Enviar uma foto dessas atividades.

 

Imagem do Vídeo 4 – Sequência didática: Como vive o animal Coelho

 

Fonte: Arquivos das autoras

 

O vídeo sobre O Coelhinho de Orelhas Azuis foi uma história por meio da qual foram explorados os personagens, o cenário, as características físicas, os hábitos de vivência e a alimentação desse animal. Nessa história foram observadas as diferenças do animal, relacionando-o com situações vividas por certos alunos da turma, enfatizando-se questões acerca da aceitação, do respeito às diferenças, sejam elas raciais, de gênero, sociais e/ou religiosas (Bullying). Atividades: Imaginar uma floresta. Pergunta: Existem nesse espaço muitos animais diferentes? Cite alguns que possuem quatro (4) patas; outros com duas (2) patas; alguns que têm pelos; e outros que têm penas; alguns os quais são coloridos; e outros de uma cor só. Encontrar o personagem principal da história (o coelhinho das orelhas azuis, contido na imagem). Descrever suas características. Escolher dois (2) animais da imagem e comentar oralmente o que você conhece sobre este animal. Em seguida, desenhar e ilustrar os animais que você escolheu. Posteriormente, os alunos tiveram de encaminhar foto das atividades.

 

 

Imagem do Vídeo 4 – Sequência didática - Poema animais de estimação

 

Fonte: Arquivos das autoras

 

Conforme apresentação desse vídeo, os alunos precisavam identificar os animais cujo nome coincide com a família silábica da letra C, contida num poema apresentado no vídeo. Solicitamos que os alunos encontrassem em revistas algumas imagens correspondentes a essa família silábica, recortar e colar no caderno. Também realizaram leitura daquilo que foi pesquisado e enviaram fotos das atividades. Os docentes foram acompanhando de forma online, por vídeos, no Google Meet, por meio dos quais a professora avaliou o desempenho dos alunos. E confirmou que houve avanços na aprendizagem desses discentes, possivelmente favorecidos pelo tema escolhido.

Durante a organização e realização das atividades, houve momentos de insegurança e muitos desafios, por ser a primeira vez que o estágio aconteceu de forma remota, com o uso de tecnologias. Entretanto elas se tornaram as principais ferramentas para que o ensino-aprendizagem continuasse acontecendo. Foram necessários vários suportes, tanto da orientadora educacional, quanto de pessoas próximas da comunidade escolar, as quais nos auxiliaram nesse momento, por meio de orientações, gravações e edições de vídeos e momentos de reuniões online. Enfim, todas as dificuldades apresentadas foram compartilhadas e contaram com apoio de diferentes pessoas para solucionar e sanar as dúvidas, tornando possível e realização do nosso estágio de intervenção que favoreceu o processo de alfabetização.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A intervenção docente, realizada com os alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental, fez-nos refletir sobre como transformar os conhecimentos adquiridos nas disciplinas do Curso de Pedagogia/UDESC em estratégias de ensino durante nossa prática pedagógica.

Nessa oportunidade valorizamos os conhecimentos histórico-culturais dos educandos a fim de desenvolvermos atividades de leitura e escrita com letras e números, além de propormos pintura, recorte e colagem, desenho e diálogos a respeito do tema adotado.

Na oportunidade, observamos o interesse e a participação dos alunos durante o desenvolvimento das atividades. Assim sendo, o envolvimento e interesse dos educandos, principalmente quanto à realização das atividades realizadas de forma lúdica, promoveu a produção de conhecimentos das crianças de forma significativa e prazerosa.

Ao promovermos conhecimentos sobre os animais de forma lúdica, favoreceu a aprendizagem das crianças, fazendo com que elas manifestassem interesse pela realização das atividades pedagógicas, ao mesmo tempo promoveu suas potencialidades cognitivas, físicas, afetivas e o desenvolvimento do raciocínio lógico.

Durante a ação docente, o que chamou atenção foi a maneira como os alunos se comportam na presença das estagiárias, mesmo que fosse alterando sua rotina. Percebemos isso também como mãe de uma aluna que faz parte da turma. Por essa razão, os alunos sentiram-se familiarizados, mesmo interagindo conosco de forma remota. Através dos relatos da professora regente, as atividades foram realizadas com sucesso.

Sem dúvida, a escola é o espaço no qual acontece o desenvolvimento de habilidades necessárias à integração social e cultural dos envolvidos, e, portanto, o professor tem de aperfeiçoar seus métodos de ensino, sua didática e sua maneira de avaliar, para que seus alunos se tornem adultos críticos.

Além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, por utilizarmos como estratégia um projeto que abarcou o tema Animais do Campo, esse assunto serviu como mote para introduzir os alunos no mundo das letras e favoreceu o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e atenção das crianças, além de ser indispensável para a saúde física, intelectual e emocional dos alunos.

 

REFERÊNCIAS

 

ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. A produção de textos nas séries iniciais: desenvolvendo as competências da escrita. Rio de Janeiro, Wak Editora, 2007.

 

BORGATTO, Ana Maria Trinconi; BERTIN, Terezinha Costa Hashimoto; MARCHEZI, Vera Lúcia de Carvalho. Letramento e Alfabetização. São Paulo: Editora Ática, 2015.

 

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 02 de maio de 2021.

 

BRUNER, J.S. O processo da educação. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1978.

 

FONSECA, Vitor. Psicomotricidade. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1996.

 

HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. Trad. de João Paulo Monteiro. São Paulo: Perspectiva, 1980.

MOYLES, Janet R. A excelência do brincar: a importância na transição entre educação infantil e anos iniciais/ Janet R. Moyles...[et al]; trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre: Artmed, 2006.

 

PIMENTA, S. G. (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortes, 1999.

 

SACRISTÁN, GIMENO J. Poderes instáveis em educação. Porto Alegre: ARTMED Sul, 1999.

 

VYGOTSKI, Lev. S. A formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

 

________, Lev. S. et al. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1988.

 

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

1 Acadêmica do Curso de Pedagogia UDESC/CEAD Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

2 Secretária do Polo de Ponte Serrada/SC. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Login Form