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JECC 3 - A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO CURRICULAR NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO

THE IMPORTANCE OF CURRICULUM INTERNSHIP IN TEACHER TRAINING

 

 

Idalina Beatriz Minelli1

Marojanes Fatima Bernardi2

 

RESUMO: Neste texto são descritas as experiências realizadas no Estágio Curricular do curso de Pedagogia - Centro de Educação a Distância, da Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC. A intervenção docente ocorreu no primeiro semestre de dois mil e vinte e um, em uma Escola Municipal de Educação Básica, da cidade de Jaraguá do Sul/SC, com a turma do 2º ano do Ensino Fundamental. Muitos são os desafios que os professores se deparam, diariamente no processo educativo, especialmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nesta etapa os alunos estão iniciando seu percurso de escolarização voltada para o processo de aprendizagem formal. No decorrer deste artigo apresenta-se uma breve caracterização do campo de estágio; momentos de intervenção e as ações desenvolvidas nesse período de estágio/residentes e algumas reflexões em torno das experiências decorrentes da atuação como docente.

 

Palavras-Chaves: Docência; Estágio; Experiências.

 

ABSTRACT: This text describes the experiences carried out in the Curriculum Internship of the Pedagogy course - Distance Education Center, at the University of the State of Santa Catarina/UDESC. The teaching intervention took place in the first semester of two thousand and twenty-one, in a Municipal School of Basic Education, in the city of Jaraguá do Sul/SC, with the class of the 2nd year of elementary school. There are many challenges that teachers face daily in the educational process, especially in the early years of elementary school. At this stage, students are starting their schooling journey focused on the formal learning process. Throughout this article, a brief characterization of the internship field is presented; moments of intervention and the actions developed during this period of internship/residents and some reflections on the experiences arising from acting as a teacher.

 

Keywords: Teaching; Internship; Experiences.

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

 

O Estágio Curricular Supervisionado IV foi realizado durante o Curso de Pedagogia da UDESC/CEAD, relativo ao primeiro semestre de 2021. A intervenção docente ocorreu numa Escola Municipal de Educação Básica, na cidade de Jaraguá do Sul-SC, com uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental. Nesse campo, a práxis pedagógica resultou muito importante.

O referido estágio de intervenção docente contemplou o primeiro módulo do Programa da Residência Pedagógica por meio do qual iniciamos o nosso percurso de docência.

Diante do contexto pandêmico que vivenciamos, nosso estágio se deu de maneira compartilhada com as demais bolsistas do programa, professoras regentes e preceptoras.

Para isso, nos foram propostas diversas ações que contemplaram o dia a dia do fazer docente, concretizados sob a forma de estudos, pesquisas, planejamentos, mediações pedagógicas, avaliações e reuniões, os quais nos levaram a refletir e organizar tais ações.

Apresentamos a seguir uma breve caracterização do nosso atual campo de estágio, por meio de alguns dados coletados, pois através desses é que objetivamos nossa proposta. Além disso, detalharemos a atuação docente e demais ações desenvolvidas no período desse estágio/residência, cujas práticas, acreditamos, foram de grande importância para a nossa formação docente.

Por fim, traçamos uma breve reflexão sobre o tal processo de estágio, o qual revelou diversidade na aprendizagem dos alunos, devido ao ensino remoto durante o ano letivo de 2020 por conta da pandemia.

 

2 CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

 

Neste item apresentamos as experiências de intervenção docente realizada de forma remota, de acordo com o Programa Residência Pedagógica, nos primeiros anos do Ensino Fundamental I.

A intervenção pedagógica foi realizada na Escola Municipal de Educação, localizada em Jaraguá do Sul/SC. Essa instituição de ensino atende cerca de 662 alunos, regularmente matriculados desde as turmas do Pré I até o 3º ano do Ensino Fundamental I e distribuídos nos períodos matutino e vespertino.

A escola conta com uma boa infraestrutura tanto em seu espaço interno como externo. Conta também com uma excelente equipe docente e administrativa. As turmas designadas para o nosso processo de intervenção pedagógica, no primeiro trimestre de 2021, foram alunos do 2º ano dos Anos Iniciais, com dificuldades de aprendizagem, devido ao sistema de ensino remoto, introduzido no ano de 2020 por conta da pandemia.

 

2.1 A Intervenção Docente como Práxis Pedagógica nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental

 

No campo pedagógico, a práxis nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental se faz muito importante. Diversos são os desafios que os professores enfrentam ao lidar diretamente com os alunos quando assumem a responsabilidade diária de atuar no processo educativo de crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem.

No âmbito da rede pública, o ensino remoto tornou-se um desafio a mais pela falta de recursos e por uma insuficiência de formação específica destes profissionais para lidar com as novas tecnologias, além da falta de acompanhamento integral no processo educativo pelas famílias dos alunos.

Todas essas dificuldades de certa forma se refletem na maneira como as crianças obtêm conhecimento e, como incorporam as experiências vivenciadas no seu dia a dia. De acordo com o incentivo recebido, seja positivo ou negativo, isso se reflete diretamente no desempenho cognitivo dos educandos. Durante o período de estágio/residência em campo, tivemos a oportunidade de acompanhar os alunos com dificuldades de aprendizagem.

Inúmeras são as inseguranças de pais e professores que assumem diariamente a responsabilidade de ensinar e educar, principalmente durante o ensino remoto. Trabalhar com os alunos as dificuldades por eles apresentadas requer, tanto dos profissionais quanto das famílias envolvidas, uma parceria com um único intuito: a aprendizagem.

Ao nos depararmos com as deficiências de aprendizagens destes alunos e poder acompanhá-los nas suas dificuldades durante o nosso período de estágio/ residência, não restam dúvidas quanto à importância da nossa intervenção pedagógica durante este percurso. Para o desenvolvimento e desdobramento desta intervenção pedagógica, foi necessário buscar conhecimentos teóricos e práticos dentro da metodologia de pesquisa, a começar pela pesquisa-ação. Essa ferramenta nos direcionou a um processo de investigação no campo de estágio.

O professor, em processo de formação, quando inserido na realidade escolar a partir do processo de estágio, tem a oportunidade de participar do cotidiano das instituições de ensino, podendo assim, em conjunto com pais, professores e alunos, identificar situações problemas e, a partir daí, tem a possibilidade de trabalhar sua práxis por meio da pesquisa-ação, visando desenvolver e construir, juntamente com todos os envolvidos, a produção de conhecimento, a tomada de consciência e a resolução de problemas com ações concretas e efetivas (PIMENTA; FRANCO, 2012).

Dessa forma, podem-se modificar essas práticas não emancipatórias ao analisar e refletir sobre uma situação problema, intervir com ações transformadoras e significativas, de forma coletiva e articulando a teoria e prática, e estimulando a formação de pessoas mais críticas e reflexivas (PIMENTA; LIMA, 2005-2006).

Há pouco mais de vinte e cinco anos, os processos de alfabetização eram realizados apenas através das famosas cartilhas “Caminho Suave”, cujas propostas eram basicamente a representação do bê-á-bá. O aluno era considerado alfabetizado se conseguisse distinguir as letras do alfabeto, pois o método era a associação de letras e imagens, e esperava-se que, ao final, o aluno soubesse realizar frases curtas e ritmadas, como por exemplo: O boi baba; O bebê bebe água; O cavalo come comida; A faca é afiada. Não fazemos demérito a quem foi alfabetizado por este sistema, pois foi eficaz por muito tempo e acredita-se que ainda hoje é utilizado como apoio pedagógico por muitos educadores. Tal esquema era conciso e considerava-se que os alunos aprendiam da parte para um todo, ou seja, primeiro aprendia-se a conhecer as letras, formar sílabas e depois frases.

Entretanto, depois de muitos estudos nas áreas de psicolinguística e sociolinguística, entendeu-se que os alunos precisavam de um esquema mais criterioso, ao considerar-se a importância da criança começar sua alfabetização do todo para as partes, ou seja, os alunos deveriam aprender a partir dos textos e segmentá-los em frases e posteriormente em sílabas e letras. Este método é bem mais do que sequências de frases, pois é necessário relacioná-las com o cotidiano por meio de conteúdos mais complexos, o que leva os alunos a sentirem-se capazes de ler bons textos mesmo que eles não saibam escrever corretamente.

[...] é necessário reconhecer que alfabetização – entendida como a aquisição do sistema convencional de escrita – distingue-se de letramento – entendido como o desenvolvimento de comportamentos e habilidades de uso competente da leitura e da escrita em práticas sociais (SOARES, 2004, p.20).

Sabemos que as palavras alfabetização e letramento são conceitos distintos, mas que se associam entre si e, nesse sentido, podemos dizer que a alfabetização inicia desde o nascimento, quando a escrita está presente na vida da criança, pois ela percebe essa escrita é usada pelas pessoas no espaço onde ela está inserida. Já no âmbito escolar, esse reconhecimento inicia na fase da educação infantil e permeia todas as etapas da educação básica.

O processo de alfabetização e letramento, nos primeiros anos da vida escolar dos pequenos, é um processo pelo qual considera-se que, como um ser pensante, o educando é construtor da sua própria história sociocultural. Esta fase tem que ser inspiradora, motivadora e interessante para que o processo de alfabetização e letramento aconteça de maneira mais natural e espontânea possível.

Pautado nisso, o nosso estágio de intervenção docente buscou formas de um fazer pedagógico no processo de alfabetização, auxiliando efetivamente as deficiências cognitivas dos alunos, visto que a maior preocupação dos professores é dar continuidade ao vínculo conquistado no início do ano passado enquanto ainda havia aulas presenciais.

A readaptação às formas de ensino, antes presencial, passando pelo remoto, em meados do ano passado, atualmente tornou-se um modelo híbrido, o qual não é nada simples, pois as tecnologias, inseridas até então, eram apenas um suporte usado pelos professores em sala de aula e que agora tem outro sentido no cotidiano escolar, passando a ser mais um recurso utilizado no ensino.

Contudo, mesmo sabendo que neste momento a qualidade da educação deve ser pensada como um papel importante e delicado, o uso destes recursos pelos professores os sobrecarregam e faz com que estes tenham uma jornada de trabalho bastante exaustiva devido à duplicidade por parte do sistema educacional, que precisam dar conta da plataforma digital e do ensino presencial.

Diante da atual realidade educativa, tivemos que nos adequar ao processo de intervenção que iniciou em setembro de 2020, e que passou primeiramente por muitos estudos teóricos. Entre eles, destacamos o que expomos a seguir.

A participação no I Colóquio Interdisciplinar na Formação de Professores – As bases curriculares e as práticas pedagógicas, sob os seguintes temas: “A ludicidade nos anos iniciais do ensino fundamental”; “Alfabetização e Letramento de estudantes surdos”; “O ensino de geografia nos anos iniciais”; “Conversando sobre educação sexual; “Alguns saberes e fazeres do cotidiano escolar”; “A escola para TODOS: Do planejamento à avaliação”; e “O ensino de história nos anos iniciais” – 03/11/2020.

As discussões das mesas temáticas trouxeram muitas contribuições significativas para os planejamentos das nossas ações no campo de Estágio/Residência. Paralelamente a este evento, nós, participantes da Residência Pedagógica, iniciamos a leitura da Base Nacional Comum Curricular (BRASIL/BNCC, 2017), no que diz respeito aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e, em seguida, cada participante foi responsável por socializar esse estudo por meio de diversos gêneros textuais.

Participamos do Seminário Temático “Infância e Currículo” – BNCC e o currículo da Educação Infantil: leituras, traduções e ressignificações nas redes municipais. Também participamos da V Semana Acadêmica da Pedagogia, sob os temas Acessibilidade nas práticas de ensino para estudantes público e não público alvo da educação especial; O estágio curricular na formação de professores; e Educação fora da caixa: tendências internacionais e perspectivas sobre a inovação na educação. Já no mês de novembro participamos do seminário temático por meio do qual cada equipe compartilhou um resumo expandido. No nosso caso o tema foi este: “O lúdico no processo de alfabetização e letramento”. Tal tema foi de grande valia para nós, pois, subsidiou nosso projeto de intervenção.

 

2.2 Análises e Reflexões de nossa Experiência Docente no Campo de Estágio/Residência Pedagógica em Tempo de Pandemia

 

As experiências adquiridas no campo de estágio, diante de uma realidade pedagógica atípica, foram desafiadoras e nos proporcionou mais conhecimentos, pois vivenciamos várias dificuldades durante nossa prática docente em sala de aula. As atividades planejadas foram desenvolvidas em conjunto com as demais participantes do Programa da Residência Pedagógica, a partir da qual mantivemos como foco as aulas de reforço escolar para os alunos com dificuldades de aprendizagem.

A proposta da sequência didática esteve voltada para as atividades lúdicas, com base na contação da história do clássico infantil “Chapeuzinho Vermelho”, a qual foi relacionada aos conteúdos de Ciências, Geografia, História, Língua Portuguesa e Matemática. Iniciamos nosso trabalho pedagógico abordando os conteúdos de linguagem, relacionando-os aos aspectos de formação de leitores e escritores, além de estabelecermos correspondência entre grafemas e fonemas, a partir da construção do sistema alfabético, por meio de exercícios de ortografia e interpretação de textos propostos, visando à compreensão da leitura. Quanto aos conteúdos de Geografia, instigamos os alunos a pensar e, espacialmente, a desenvolver o raciocínio geográfico dos educandos, por meio do qual eles tiveram a oportunidade de refletir sobre diferentes situações que podem ocorrer em um mesmo espaço.

Em relação aos componentes de Ciências, abordamos o tema transversal Educação e Sexualidade, através do qual os alunos (re) conheceram e foram instigados a refletir sobre as diversas configurações familiares e sociais, destacamos possíveis relações com o tema da história Chapeuzinho Vermelho. Quanto ao ensino da Matemática, enfatizamos os conceitos de leitura, escrita e comparação de números naturais de 0 até 100. Para este fim, priorizamos exercícios de composição e decomposição dos números naturais e resolução de problemas, ocasião em que destacamos os diferentes significados da adição e da subtração (juntar, acrescentar, separar e retirar). Por fim, a partir dos conteúdos de História, os alunos foram estimulados a recuperar memórias e costumes, oriundos de cada seio familiar, bem como identificaram e organizaram fatos reais, ao mesmo tempo destacando as questões temporais.

Primeira atividade: Levamos os alunos para o pátio externo da escola onde existe uma casinha na árvore e lá fizemos um levantamento acerca dos conhecimentos prévios dos alunos a respeito das suas respectivas composições familiares, suas memórias e seus costumes. Após essa atividade, foi realizada a contação da história Chapeuzinho Vermelho. Nesse momento as crianças tiveram a oportunidade de formular perguntas sobre a história contada e também puderam sugerir como poderíamos reescrevê-las.

Segunda atividade: Como forma de aproveitarmos o espaço externo, promovemos um piquenique que se constituiu de a uma cesta de frutas e biscoitos (preparados pelas agentes de alimentação).

Terceira atividade: Em sala de aula, após o feedback dos conteúdos propostos nos momentos anteriores, a professora regente transpôs para um cartaz, as certezas e as possibilidades relatadas para modificar o final da história Chapeuzinho Vermelho.

Quarta atividade: Foram realizadas atividades que os alunos receberam impressas de excertos do conto proposto.

Como a referida professora tinha proposto que como tarefa de casa os alunos trouxessem materiais recicláveis, tais como caixas de remédios, caixas de creme dental, tampas de embalagens de amaciante, garrafas pet e pequenos frascos de produtos, como atividade propusemos a montagem de uma maquete em sala de aula.

Quinta atividade: Realizamos uma roda de conversa para que fosse contextualizada a história contada. Os alunos destacaram, então, o grau de parentesco em comum entre os colegas, bem como apontaram as diferentes fases de desenvolvimento físico dos seus respectivos familiares, levantando discussões a partir de possíveis inquietações acerca de como se constitui o sujeito de cada um nos dias de hoje. Ou como seriam quando tivessem, respectivamente, a idade de seus pais e avós. Também questionaram o que estariam fazendo na idade deles e quais seriam as necessidades dos seus avós apontaram possíveis soluções para atender essas carências.

Sexta atividade: A professora regente transcreveu para um cartaz as certezas e as possibilidades de todas as mudanças e características que marcam a vida dos seres humanos, a fim de relacioná-las às memórias destacadas, além da questão de possíveis relacionamentos com pessoas desconhecidas do meio familiar.

Sétima atividade: Apresentamos aos alunos uma proposta impressa de atividade sobre as respectivas composições familiares

Oitava atividade: Baseados nas respostas obtidas, os alunos realizaram uma releitura da história Chapeuzinho Vermelho em forma de desenho. Nesse momento, a professora instigou o posicionamento crítico dos alunos, e, através dessa releitura, eles apresentaram situações cotidianas de sua vida pessoal, familiar e social, assim como destacaram seus costumes e tradições. E ainda apontaram possíveis de como seria viver em outros ambientes, tais como viver em florestas, determinadas cidades, praias etc.

Nona atividade: Propusemos uma lista acerca das preferências de cada aluno sobre os diversos espaços geográficos, clima, paisagens e vestimentas adequadas a cada situação. De acordo com essas informações, foi elaborado um gráfico, por meio de recortes de jornais e revistas que contemplassem as respostas dos educandos.

Décima atividade: A partir dos materiais reciclados, os alunos projetaram, por meio uma maquete, um cenário para ilustrar a releitura da história Chapeuzinho Vermelho.

Décima primeira atividade: Exposição e socialização dos trabalhos produzidos pela turma, a fim de elas compartilharem novos conhecimentos com os demais estudantes da escola.

Importa destacar que, devido à pandemia, todas as atividades foram adaptadas, e consequentemente realizadas de acordo com o formato de ensino e aprendizagem adotados pela escola nesse momento.

Em nossa análise como mediadoras, neste processo de ensino híbrido, enfrentamos diversas dificuldades, tais como ensinar alunos que apresentam deficiências no campo cognitivo, o que nos fez repensar as diferentes formas de apresentar a eles os conteúdos necessários para obtenção de novos conhecimentos.

Outro grande desafio foi seguir as normas de segurança que ainda estão vigentes devido à pandemia, principalmente pela questão do distanciamento social, nas quais enfrentamos dificuldades para organizar jogos e brincadeiras coletivas, devido ao necessário distanciamento entre nós e entre os próprios alunos, além do controle quanto ao uso das máscaras, o que para nós dificultou nossa emissão de voz nos momentos de explicação dos conteúdos propostos.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O distanciamento em sala de aula e o desafio de desenvolver atividades online, válidas para serem oferecidas aos alunos e professores nas escolas, colocou os acadêmicos frente a uma perspectiva diferente devido às circunstâncias e novos fazeres desses acadêmicos e fez surgir reflexões sobre o atual contexto educacional brasileiro.

Durante o processo pedagógico, vivenciado na referida instituição de ensino, percebemos o quanto é importante planejar as atividades e definir os objetivos a fim de alcançarmos nossas metas durante o processo de ensino aprendizagem, promovendo uma prática pedagógica que vise ao desenvolvimento integral dos alunos através de atividades lúdicas, coletivas e individuais, por conta da pandemia e de aprendizagens significativas que pudessem promover o aprimoramento das habilidades necessárias à construção de conhecimentos. Oportunizamos, assim, que as crianças se desenvolvam, construam e obtenham novos conhecimentos para que tenham autonomia e sejam colaborativas.

Percebemos, também que o uso dos recursos tecnológicos foram, nesse tempo de pandemia, a maior necessidade e, ao mesmo tempo a maior dificuldade de adaptação por parte dos professores, pois exigia inovação e adequação a uma nova realidade que evoluiu rapidamente em relação às últimas décadas e que necessita uma nova infraestrutura efetiva nas escolas. E, apesar de existirem certos preconceitos em relação à atuação dos professores para utilizar recursos tecnológicos, percebeu-se também a disposição destes em se adaptarem e aprenderem os necessários recursos tecnológicos disponíveis para continuarmos realizando um verdadeiro trabalho educativo.

 

REFERÊNCIAS

 

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PIMENTA, Selma Garrido. O Estágio na formação de Professores: Unidade entre teoria e prática. 1993. 73 f. Tese (Graduação em livre docência em Didática) - Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada, Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo,1993

 

SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas, Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n25/n25a01.pdf. Data de acesso em 12/11/20 às 16h00.

 

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WEFFORT, Madalena Freire. Metodologia e Prática de Ensino: Educando o olhar da Observação. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

 

 

1 Acadêmica do Curso de Pedagogia da UDESC/CEAD.

2 Acadêmica do Curso de Pedagogia da UDESC/CEAD.

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