JORNAL DA EDUCAÇÃO: 22 anos promovendo o ensino na região (Agosto/2009) PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Jornal da Educacao   
03-Set-2009


Em agosto de 1987 circulava a primeira edição do Jornal da Educação. Composta de apenas oito páginas, com mil exemplares, distribuídos bimestral e gratuitamente aos professores da cidade de Joinville, a edição iniciava uma trajetória singular na história do jornalismo catarinense.
Neste mês de agosto de 2009, a edição impressa de número 229, composta de doze página, com periodicidade mensal irá circular em 35 municípios catarinenses, chegará a assinantes em praticamente todos os estados brasileiros, a Portugal e Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, a edição virtual (www.jornaldaeducacao.inf.br) será acessada por milhares de pessoas ao redor do mundo, eliminando as fronteiras geográficas da circulação, que era regional até abril de 2001.  
Desde a primeira edição, e ainda hoje, 22 anos mais tarde, o objetivo editorial do único veículo de comunicação totalmente segmento para o setor educacional de Santa Catarina, tanto na linha editorial quanto no público leitor, continua o mesmo: promover a troca de experiências positivas desenvolvida nas salas de aula das regiões educacionais de Joinville, Blumenau, Jaraguá do Sul, Mafra-São Bento do Sul e Timbó. 
Por se tratar de uma iniciativa privada, embora tenha como maior público leitor os profissionais que atuam nos estabelecimentos de ensino público, diversos projetos foram sendo desenvolvidos ao longo destes 22 anos para garantir a sobrevivência financeira do Jornal da Educação. 
O Projeto Eu Vivo Aqui criado em 2002, já desenvolvido em diversos municípios, é apenas um exemplo dos projetos que garantiram, não somente a remuneração pelo trabalho de pesquisa, edição e impressão dos exemplares extras, distribuídos a todos os estudantes da cidade (da Educação Infantil à Pós-graduação); mas também, material didático-pedagógico de qualidade e em quantidade suficiente para atender às necessidades de professores e estudantes dos municípios alvo das reportagens. 
“As informações de quatorze municípios da região estão disponíveis em nossa página eletrônica. Alguns sítios, como o da cidade de Itapoá, estão entre as campeãs de acesso”, registra a Professora Mestre e Diretora do Jornal da Educação, Maria Goreti Gomes.  
Nas edições especiais do Projeto Eu Vivo Aqui são encontradas informações sobre a história, geografia, mapas, imagens, símbolos e dados sobre os municípios, todos  necessários aos professores em sala de aula e que, especialmente nos pequenos municípios, não estão publicados. 
Entre os planos da diretora do JE está a publicação de um livro reunindo os dados dos municípios  da região, de modo a possibilitar aos professores, ter um material didático permanente à mão. 
O Projeto Perfil desenvolvido para marcar a passagem do vigésimo aniversário e que este ano substitui a edição especial de ensino superior, distribuída a todos os estudantes do último ano do ensino médio por dois anos é mais um dos projetos editoriais do JE. Este ano, as instituições de ensino superior poderão contratar a edição do Projeto Perfil para divulgar seus cursos, opções de financiamento, bolsas de estudos, projetos e informações sobre processo seletivo aos vestibulandos. 
Na promoção de eventos, o destaque, sem dúvida, foi a idealização, reunião dos parceiros e realização, em conjunto com outras nove instituições,  na organização de doze edições do Congresso Sul-Brasileiro da Qualidade na Educação e Encontro de Gestores, realizadas de 1994 a 2006 em Joinville. 
Este ano, as parcerias e apoio ao EDUCASUL 2009, realizado em Florianópolis, no mês de julho; e à 1ªJornada da Educação que acontecerá em novembro em Joinville, são mais duas contribuições na divulgação de eventos de formação, tão necessária aos profissionais que estão em sala de aula e são, em última análise, fazem a educação neste e em todos os países. 
No mês em que completa 22 anos de circulação ininterrupta, o Jornal da Educação continua sendo o mais antigo jornal segmentado em circulação em Santa Catarina, estado em que é comum os pequenos jornais morrerem antes de completar seis edições de circulação. 
E, do mesmo como as demais empresas, em todo o mundo, vem desenvolvido estratégias para diminuir custo e garantir a sobrevivência em momento de crise econômica. 
“Nestes 22 anos, já superamos várias crises financeiras e, tenho certeza, que desta vez não será diferente. Dentre as crises, a crise muldial do papel, que encarreceu abruptamente as edições e nos obrigou a diminuir a tiragem de 25 para 5 mil, na década de 90, talvez tenha sido a mais importante para nossa aprendizagem. 
Mais do que idealista, é preciso ser empreendora sempre e mais. Se não for ousada comercialmente, não é possível adaptar-se ao mercado e sobreviver. Em jornalismo, o mais importante é não perder de vista o objetivo editorial do jornal e priorizar sempre o leitor”, registra a diretora. 
“Por conta desta priorização mantemos as colunas Psicologia e Educação e Histórias da Educação, com a colaboração do Professor Doutor Norberto Dallabrida e do Psicólogo Mestre Gilmar de Oliveira, que tem liberdade total para expressar seus pensamentos em suas colunas mensais. Nossa opção em publicar o endereço eletrônico dos colunistas tem o objetivo de permitir o contato direto dos leitores com estes pensadores”, continua.
Além da edição impressa, o JE disponibiliza a página eletrônica a todos os estudantes, professores e demais profissionais da educação ou interessado no tema, de qualquer parte do mundo, a edição eletrônica, que embora venha sofrendo constantes ataques de crakers, é um espaço à disposição,  para publicar, inclusive, artigos científicos; um espaço necessário a todos que trabalham com pesquisa e, especialmente, aos estudantes de pós-graduação que precisam publicar seus trabalhos para ganhar pontos nos programas e plataformas cientifícas.
“O objetivo é continuar com nossa trabalho de troca de experiências bem sucedidas. E criar, nos profissionais da educação, uma cultura de divulgação para conseguir a valorização dos profissionais que efetivamente FAZEM a educação deste país. É preciso mudarmos a cultura de humildade excessiva reinante. Especialmente entre as professoras, que muitas vezes, não enviam os trabalhos para o JE ou outros veículos de comunicação, simplesmente porque se sentem suficientemente reconhecidas ao verem seu aluno aprender verdadeiramente um determinado conteúdo. Estas professoras e professores precisam socializar estas experiências para que cada vez mais, seus colegas possam usar suas experiências para melhorar o fazer pedagógico, em todas as nossas escolas e não somente em algumas. 
Afinal, as boas experiências não podem ser privilégio de um grupo reduzido de estudantes e professores. Todas as boas experiências devem ser compartilhadas e servir de modelo para que consigamos mudar o sistema educacional e conseguir, proporcionar um ensino de efetiva qualidade e quantidade a todas as crianças, jovens e adultos do Brasil. 
E este sempre foi e continuará sendo o objetivo principal do Jornal da Educação. Por esta razão, já investi muito, inclusive trabalhando em outras empresas, para manter o Jornal da Educação em circulação ininterrupta nestes 22 anos”, finaliza Maria Goreti Gomes.
 
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