Na Escola da Ponte o aluno estabelece o conteúdo e com quem quer aprender PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 28
PiorMelhor 
Escrito por Jornal da Educacao   
30-Jul-2008


PachecoO Professor José Francisco de Almeida Pacheco, fundador da Escola da Ponte, localizada na Vila das Aves, em Porto, Portugal, defende que é indispensável alterar a organização das escolas e questionar as práticas educativas tradicionais. Para ele, é urgente interferir humanamente no íntimo das comunidades humanas, questionar convicções e, fraternalmente, desassossegar os acomodados.
Na Escola da Ponte as crianças decidem o que e com quem estudar. Em vez de tempo determinado para cada aula e turmas, há grupos de estudo, independente da idade, o que as une é a vontade de estar juntas e de juntas aprender. Novos grupos surgem a cada projeto ou tema de estudo, sempre formados pelos próprios alunos organizados entre si.
E tudo que tem a ver com a escola é decidido pelas crianças nas Assembléias semanais, presididas por uma diretoria eleita pelas e entre as próprias crianças. Na escola, vive-se a democracia plenamente e aprende-se cidadania.  Além de aprender os conteúdos em seu próprio ritmo, as crianças são livres, tem direitos e deveres, todos decididos e registrados em conjunto.

 

Joinville- O Professor Português José Pacheco proferiu a palestra de abertura do 1º Simpósio Internacional de Educação Bilíngüe, realizado dias 20 e 21 de junho, pela Escola Americana de Joinville e, na oportunidade, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal da Educação relatando a experiência portuguesa que conseguiu transformar a "turma do lixo" nos melhores estudantes de Portugal e a Escola da Ponte num educandário referência mundial em qualidade e metodologia de ensino para a liberdade com responsabilidade.

Após aposentar-se, o professor passou a residir mais no Brasil do que em Portugal. Aqui, além de continuar ministrando palestras sobre e desenvolvendo projetos de implantação de escolas baseadas na experiência da Escola da Ponte, participa da execução de outros projetos na área de inclusão sócio-educacional.

Seu projeto mais recente, é a implantação de uma escola socialmente inclusiva numa comunidade carente da periferia de Parati, estado do Rio de Janeiro, proposta semelhante a da Cidade Educativa defendida pelo sociólogo Tião da Rocha.

A Escola da Ponte continua "agora com uma nova equipe, porque somente uma equipe consegue fazer um trabalho como este", esclarece Pacheco. "Foram 32 anos de trabalho intenso, mas a escola já não precisa de mim. Há outras pessoas que continuam o trabalho que comecei", fala satisfeito, o professor alfabetizador, ciente de que fez o seu melhor e conseguiu mostrar que é possível educar para a democracia e cidadania, dentro da metodologia de John Dewey - Learning by doing (aprender fazendo) e com liberdade plena.

"A nova equipe é formada por alguns professores que foram alunos da Escola da Ponte e alunos que são netos dos primeiros alunos", completa com a convicção de quem contribuiu para criar e fazer continuar uma grande obra.

 

Diferencial são as perguntas

Pacheco assegura que o grande diferencial da Escola da Ponte é fazer perguntas. "Até em 1976, a escola dava respostas sem ouvir perguntas e sem perguntar. Foi então que surgiram as perguntas: Porque as crianças não aprendem? Porque os pais não vêm à escola? Porque os professores andam tristes? Porque que a escola está em tão mau estado e nem banheiro tem? Porque tem a ‘Turma do Lixo’ (como era conhecida a turma de 40 jovens de 14 e 15 anos que não sabiam ler, nem escrever)?

"Percebemos que todas as perguntas tinham respostas. Descobrimos, por exemplo, que tínhamos a turma do lixo porque os professores foram juntando todos os alunos que não aprendiam numa mesma turma. E foi essa turma que eu quis ter, por causa dela, sou o fundador da Escola da Ponte. O projeto é coletivo, mas quem começou fui eu".

E continua, "quando perguntamos porque há turmas do lixo? Fomos procurar a resposta nos livros. E as respostas que os livros nos deram foi que não há qualquer base ou fundamentação teórica para este tipo de turma. Então concluímos, se não há razão de haver, porque é que há?

Também fomos procurar porque há série, diretor de escola, prova, ciclo, aula, horário pré-definido para estudar determinado conteúdo... e descobrimos que nos livros não há qualquer fundamento para a existência destas coisas. E surgiram novas perguntas.

Concluímos então, se não há razão para haver estas coisas, não há porque tê-las e acabamos com tudo isso na Escola da Ponte. Fomos substituindo por outras coisas que os livros deram razões para haver.

Como por exemplo, Professor Tutor, Caixinha de Segredos, Assembléia de Escola, Comissão de Ajuda, o Preciso de Ajuda e tudo o mais que fazemos na Ponte e outras que não fazemos, mas que há razão para se fazer", explica. Entre estas outras coisas estão dispositivos construídos pelas crianças em conjunto com os professores, como o auto-planejamento, a auto-avaliação, o portifólio, enfim um conjunto muito grande de coisas implantadas na escola.

"Fomos substituindo aquilo que havia por algo diferente e criando dispositivos que são de inclusão social escolar, como o grupo de trabalho heterogêneo, principalmente porque na época acolhíamos jovens que as outras escolas jogavam fora".

A Escola da Ponte na época era exatamente igual a todas as outras. Entre as mudanças, optou-se por destruir os ‘muros pedagógicos’ que eram as paredes, turmas e salas de aulas. Construiu-se um espaço aberto onde todos os professores estão disponíveis para todos os alunos, sem paredes a dividir um grupo de estudos do outro.

"Tomamos consciência de novas e maiores dificuldades. Por exemplo, de que não passa de um grave equívoco a idéia de que se poderá construir uma sociedade de indivíduos personalizados, participantes e democráticos enquanto a escolaridade for concebida como um mero adestramento cognitivo", sentencia o fundador da escola instalada numa das vilas mais pobres e discriminadas de Portugal.

E então a escola, que em 1976, nem banheiro tinha e as crianças precisavam fazer suas necessidades fisiológicas em grupo para formar `uma cortina` entorno daquela ou daquele em necessitado.

Assim, contanto com a solidariedade dos colegas, substituiam a porta do banheiro que não existia. "Hoje é a melhor escola que Portugal tem. Aconteceu qualquer coisa não é? E essa qualquer coisa é PERGUNTAR. Perguntar para COMPREENDER, para AGIR, para AVALIAR e para MUDAR", completa José.

 

Professores estão a disposição de todos

Pacheco explica que na Escola da Ponte, os alunos aprendem todo o conteúdo curricular ensinado na totalidade das escolas portuguesas. A diferença é que isso é feito respeitando-se o ritmo de aprendizagem de cada aluno.
Não há turmas, nem aula expositiva do professor, também não há sala de aula e nem paredes para separar um grupo de alunos do outro. Os grupos são formados por afinidades e interesse de aprendizagem pelos próprios alunos. São os alunos que decidem o que e com quem estudar. E os professores estão lá, atentos e disponíveis para todos os alunos. 
Quando um aluno não consegue respostas para um determinado trabalho, escreve no Preciso de Ajuda e, aguarda até que um professor o procure. Mas antes de dar a resposta, o professor pergunta todos os passos dados até não conseguir as respostas que precisava para alcançar os objetivos do trabalho. 
As dúvidas e perguntas sem resposta na pesquisa em fontes diversas e na interação com os colegas, poderão ser desvendadas no encontro do grupo com um professor - a chamada "aula direta". Trata-se de um encontro do pequeno grupo com o professor, quando os alunos o solicitam.
Os professores só poderão dar respostas se os alunos lhes dirigirem perguntas. Só participa do encontro quem deseja e externa este desejo.
Pacheco acredita que qualquer escola pode fazer a mesma coisa. Para tanto, basta a equipe optar por alterar, transformar a prática, fundamentando teoricamente esta ações.
"Qualquer escola pode fazer o mesmo, ou até melhor, mas é importante que a equipe queira, porque é um trabalho que precisa ser coletivo, trata-se de construir um projeto de escola e cidade educativa", explica.
É, portanto, um trabalho de equipe que faz o professor superar o desgaste e ajuda a ultrapassar os obstáculos.  O simples fato de não estar sozinho numa sala, ter uma perspectiva de toda a escola e não só daquele grupo controlado por si, ajuda o professor a não encarar tudo com aquela frieza resultado da solidão vivenciada em sala única.
"Os professores da Escola da Ponte fazem tudo com mais vontade, dão mais de si, pois sentem-se parte de uma equipe, uma 'família'. E em família, as pessoas sentem-se amadas e há a inter-ajuda", completa.

 

Experiências de pedagogos brasileiros

"Grande parte das idéias, que usamos na Ponte são exemplos e herança cultural de pedagogos brasileiros, desconhecidos dos próprios professores brasileiros", informou José Pacheco que citou alguns grandes pedagogos brasileiros e experiências práticas que deram certo e deveriam ser conhecidas e seguidas.
Entre os bons exemplos, estão a experiência de Anísio Teixeira e a Escola Parque, implantada em 1950 (http://www.prossiga.br/anisioteixeira/livro11/pagina33), em Salvador e no Rio de Janeiro; as idéias e a obra de Tomás Novelino (fundador do Educandário Pestalozzi); o exemplo de vida de Anália Emília Franco, a Grande Dama da Educação Brasileira (www.analiafranco.org); Eurípedes Barsanulfo  que, em 1907, inaugurou o Colégio Allan Kardec, primeiro colégio espírita do mundo;  o filósofo prático português, George Agostinho Baptista da Silva, que radicou-se no Brasil de 1947 a 1969 e é um dos fundadores da Universidade de Santa Catarina; Paulo Freire que defendeu a educação como forma de conquista de liberdade para os homens, entre outros.
Todos estes pedagogos e educadores têm em comum a idéia de que a aprendizagem acontece pela prática. Ou seja, a aprendizagem pela liberdade, em moralidade e autonomia. É a idéia central do construtivismo, na qual o indivíduo constrói o seu próprio conhecimento e sempre através da ação.

 

O professor não faz, porque impediria o aluno de aprender

Os alunos da Escola da Ponte conhecem a grade curricular da primeira a nona série, sem divisão, sem segmentação e constroem o currículo subjetivo, não aprendem sozinhos, os mais adiantados no conteúdo, ensinam os que ainda sabem pouco e os professores são mediadores.
Os conteúdos são estudados em níveis de trabalho. Fala-se em vezes, primeira, segunda terceira e quarta vez. Há três níveis de trabalho, a iniciação, a transição e o desenvolvimento. A passagem de um nível para outro segue o ritmo com que cada criança adquire as ferramentas necessárias para passar de nível.
A escola segue a filosofia do português Agostinho da Silva, quando defende que "os grupos devem constituir-se à vontade dos alunos, para que haja coesão e entusiasmo pelo trabalho, alegria criadora de quem se sente a construir um universo e todos vamos ter que ser professores de todos e cada um dos que sabem um pouco mais ensinará os que sabem um pouco menos".
Somente na primeira fase -denominada de "iniciação" - as crianças convivem e aprendem nos mesmos espaços, mas sem levar em conta a faixa etária. A partir do momento em que conhecem os mecanismos da escola, passam a formar grupos pela vontade de estar no mesmo grupo, por critérios afetivos. 
 "É assim, nós professores, não fazemos, porque se fizermos impedimos o aluno de fazer e aprender". São os alunos que fazem o planejamento, estabelecem suas metas e compromissos de estudo e pedem a avaliação no momento em que estiveram certos de que sabem bem o conteúdo proposto naquele objetivo. Se não consegue chegar ao objetivo por meio da pesquisa e na interação com os colegas, o aluno registra o pedido de ajuda no "Tenho necessidade de ajuda" ou "Posso ajudar em", espaços criados para incentivar a solidariedade entre os alunos.
Somente após registrar e esgotar as possibilidades, o aluno procura o professor que, antes de mais nada, deve perguntar qual o caminho percorrido até ali e onde está o entrave, então responder as perguntas do aluno e orientar o caminho para a continuidade da pesquisa.
Quando estiver certo de que atingiu o seu objetivo individual, o aluno registra no "Eu já sei" e pede a avaliação para passar para o conteúdo seguinte. A passagem de um para outro objetivo é indicada por um professor.
 "Dia a dia, a qualquer momento, a avaliação acontece, quando o aluno quer e sente que é capaz. E acontece com a participação do professor. Como cada aluno é um ser humano único dotado de um ritmo próprio, não há dois alunos avaliantes numa mesma coisa ao mesmo tempo. Por esta razão e por outras, não há prova. Mas eles aprendem a fazer prova, porque vão fazer muita prova durante a vida. Os alunos da Escola da Ponte são os melhores nas provas nacionais e os ex-alunos da Ponte são os melhores sempre", garante.

 

Construindo o próprio caminho

O professor prepara a lista dos conteúdos da quinzena. E depois cada aluno distribui o plano para os quinze dias e apresenta, diariamente, o plano de atividades do dia. Ao final, registra o que conseguiu e o que ficou para trás, estabelecendo quando e como será executado.
As reclamações e sugestões relacionadas à escola são registradas nos computadores "Acho Bom" ou "Acho Mau" espaços criados para que os alunos vivenciem a democracia e aprendam a convivência cidadã.
No Acho Mau, os alunos registram inclusive a desaprovação ao tratamento dispensado pelos colegas, como apelidos e comportamento. Como por exemplo, uma garota muito alta que era chamada de girafa e não gostava.
Nestes espaços e na conversa diária no final do dia, os alunos criticam a escola e dão sugestões, num exercício diário de construção da participação cidadã e democrática e da autonomia individual e coletiva.
Os pequenos crimes entre os alunos, registrados no Acho Mau e não resolvidos pelo Grupo de Ajuda que determina a penalidade, que, invariavelmente é refletir sobre o erro e tentar ter consciência do que fez errado, são resolvidos na Assembléia.
“A crianças sabem que a Assembleia é uma coisa importante. Que nela alunos e professores reúnem-se e discutem juntos os problemas da escola e aprendem a respeitar regras e a respeitar uns aos outros e a decidir o que é melhor para todos”, explica o professor.
"Os alunos fazem tudo porque têm grupos de responsabilidades, se não fizerem planejamento, não aprendem a planejar; se houver horários pré-estabelecidos, não aprendem a gerir o tempo. São as crianças que definem direitos e deveres e os fazem ser cumpridos", continua.
As assembléias semanais, o principal espaço de exercícios da liberdade responsável, são presidas pela mesa eleita entre os próprios estudantes e discute-se tudo na assembléia, o momento máximo da vivência da democracia e da cidadania. Desde os problemas da escola aos problemas do mundo. Cabe à mesa diretora explicar as regras do estabelecimento para os alunos da iniciação e garantir a oportunidade de participação e expressão para todos.
Do comportamento democrático, cortês e respeitoso ao relacionamento com os colegas e até mesmo o castigo para os infratores, são temas da assembléia. Em assembléia, aprendem a aguardar a vez, a expressar a opinião pessoal e discutir fraternalmente temas polêmicos do dia-a-dia e debatem os problemas da escola, redigem seus direitos e deveres. Ou seja, aprende-se democracia e cidadania praticando na própria escola.
"Sem deixar de `dar o programa`, nós vamos além do aprender a ler, escrever e contar, porque educar é mais do que preparar alunos para fazer exames, é ajudar as crianças a entenderem o mundo e a realizarem-se como pessoas, muito para além do tempo de escolarização', completa Pacheco.
“Como o objectivo dos objectivos é fazer das crianças pessoas felizes, foi instituída uma ‘caixinha dos segredos’. É aí que a pesquisa das almas inquietas (indisciplinadas?) começa. Na caixa de papelão, os alunos deixam recados, cartas, pedidos de ajuda. A "caixinha dos segredos" ensina os professores a reaprender. É que nem sempre o que parece ser ‘indisciplina’ o é. Os ‘recados-segredos’ provam-no. "A `indisciplina` é a filha dileta do autoritarismo e da permissividade. A disciplina a que me refiro é a liberdade que, conscientemente exercida, conduz à ordem; não a ordem imposta que nega a liberdade. Como poderemos pensar em controlar as águas revoltas de um rio, se nos esquecemos das margens que as comprimem?", questiona Pacheco.

 

Reuniões semanais com os pais

Os pais eram chamados à escola, pedia-se castigo para o filho ou contribuições para reparos urgentes, hoje os pais são chamados para participar da educação de seus filhos. Todos os meses há reuniões, aos sábados à tarde, "porque há muito que explicar aos pais sobre o que é feito na escola. Nós gostaríamos que os pais viessem todos os dias e há sempre um professor disponível para atender aos pais".
"A concepção e desenvolvimento de um projeto educativo de escola é um ato coletivo e só tem sentido no quadro de um projeto local de desenvolvimento. Um projeto consubstanciado numa lógica comunitária pressupõe ainda uma profunda transformação cultural", reforça Pacheco.
“Em 1976, os pais não apareciam na escola, mas acreditávamos que seria possível estabelecer comunicação com as famílias dos alunos, se os pais não fossem chamados apenas para escutarem queixas ou contribuírem financeiramente. Questionávamo-nos por que razão eles iam à igreja, ao estádio, ao café... e não vinham à escola", acrescenta.
Ao encontrar as respostas, os professores ajudaram os pais a formar uma associação, num momento em que ainda não havia leis para as reger. Mas a participação dos pais não se restringia às atividades propostas pela associação.
No início de cada ano, todos participam num encontro de apresentação do Plano Anual. Os projetos são avaliados mensalmente também pelos pais e há sempre um professor disponível para o atendimento diário, se algum pai o solicita.
"A prática diz-nos, ainda hoje, que os pais têm dificuldade em conceber uma escola diferente daquela que freqüentaram quando alunos mas que, quando esclarecidos e conscientes, aderem e colaboram", compelta o fundador da Escola da Ponte.
Para finalizar, o professor Pacheco fala que antes de efetivar um projeto de escola é preciso ter a participação da comunidade, pois um projeto de escola educativa é um projeto de desenvolvimento da região em que a mesma está.
Ao ser questionado sobre o livro de Rubens Alves sobre a Escola da Ponte, José limitou-se a dizer que não compartilha de algumas idéias de Rubens Alves .
"O Rubens é um filósofo, um poeta e eu sou um bichinho de sala de aula. O que temos em comum é que o Rubens desassossega os educadores, eu também desassossego, mas também ajudo o educador a mudar.
Portanto, a diferença básica é essa. São dois grandes mitos da educação brasileira, Rubens e Paulo Freire, mas sei que nunca estiveram em sala de aula com crianças e nem precisaram estar, são geniais e não precisaram de estar diretamente com crianças, para elaborar teoria. Mas eu sou um prático que usa a teoria. É essa a reflexão principal que move as mudanças", completa.

Atualizado em ( 16-Jun-2013 )
 
< Artigo anterior
Advertisement
Advertisement

Qual a sua opinião?

BASTA DE INTERDIÇÃO DE ESCOLAS PÚBLICAS.