DICAS DE APOIO DOS PAIS NOS DEVERES DE CASA (JE294) PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Gilmar de Oliveira   
24-Abr-2016


Não há uma receita pronta para que os deveres de casa sejam feitas de forma rápida, objetiva e prazerosa. Existem vários fatores implicados no ato da criança treinar e exercitar novos conhecimentos: a clareza do que se pede, a professora ter motivado a execução das tarefas em casa, o volume de trabalho (isso desmotiva muito, quando excessivo), as outras atividades da criança em casa (brincar com eletrônicos ou com animais, ver TV, etc), o horário que se pede para fazer tarefas, são exemplos de fatores que tiram o foco das crianças.  A tarefa de casa está entre as maiores queixas dos pais e um dos principais focos de stress para adultos e crianças. E, quando há cobrança excessiva, é um dos maiores formadores de uma auto-estima rebaixada e  faz desmontar a auto-imagem do aluno. Eis umas dicas, as quais seria muito bacana se os professores pudessem passar aos responsáveis pelos alunos:

1 – Se a criança estudar à tarde, evite que a criança faça tarefas à noite. O cansaço faz com que a criança perca a atenção e a capacidade de se manter no foco. Se for a única alternativa, A CRIANÇA PRECISA DESCANSAR após a escola, relaxar com um banho, fazer um lanche e aí, sim, sentar para fazer a o dever escolar, começando por assuntos mais fáceis, mais rápidos. Crianças que estudam pela manhã devem fazer os deveres após descansar, como uma sesta após o almoço.

2 – TRACE METAS COM A CRIANÇA. Mostre POR DISCIPLINA o que há a fazer. Estabeleça: “Nossa meta hoje é completar em matemática as páginas X e Y; Em Português, a página XX. Vamos começar por esta aqui (a mais rápida, inicialmente). Isto motiva a criança, pois uma tarefa mais difícil, inicialmente, dá a ela a sensação de que a outra é mais árdua ainda.

3 – ESTABELEÇA um valor aproximado de TEMPO e DESAFIE A CRIANÇA (claro, use um tempo justo e mais um tanto extra, sem ser generoso demais): “para esta tarefa, você deve fazer em 15 minutos, sei que você consegue. Se sobrar tempo, o tanto que sobrar você usa na próxima atividade”. Veja que, se você usar bem seu tempo, sobrará mais para brincar depois, ok?”. MAS CUIDE para que a criança não faça a atividade “de qualquer jeito”, sem a devida qualidade, somente em função do tempo. 

4 – DETERMINE UM PADRÃO DE QUALIDADE E MOSTRE UM MODELO IDEAL, incentivando a criança a fazer o mais próximo ou superar o padrão estabelecido. Mas, não critique, em vez de apontar erros, mostre o correto, fazendo um exemplo. Use algum vídeo educacional do assunto, disponível no youtube, como aqueles da Fundação Khan, como modelo ou realize, algumas vezes, a tarefa, em cópia do livro. O modelo educa muito! Depois, peça à criança que mostre onde a tarefa dela ficou próxima à sua.

6 – DISCUTA A SITUAÇÃO DAS TAREFAS COM OS PROFESSORES. ACOMPANHE E VERIFIQUE se, de fato, a criança tem tarefas complementares que excedam mais de uma hora como tempo médio para todas as disciplinas (até 10 anos). Se for assim, é trabalho excessivo! Então, é hora de discutir a situação e diminuir o volume de atividades de casa. E são exercícios de fixação, tarefa não é para aprender novos assuntos, fique de olho!

7 – NÃO DISCUTA COM A CRIANÇA. MOSTRE O QUE FOI COMBINADO ANTES. Procure incentivar e elogiar. 

8 – SE ALGUMA TAREFA EXIGIR REALMENTE MAIS TEMPO, FAÇA PARADAS, para crianças até 10 anos, após 40 minutos, com outra atividade fora do dever de casa, por uns 10 min, para voltar ao foco. Aumente 5 minutos, em média, para cada 2 anos de idade.

9 – Para crianças menos competitivas, NEM SEMPRE OFERECER RECOMPENSAS OU DESAFIAR COM METAS RESOLVE a dificuldade de fazer sem reclamar. Neste caso, há bons relatos de pais que tiram cópia da atividade e mostram para a criança a forma como eles sentam e fazem a tarefa, pois o bom exemplo ensina e educa, mas sem “esfregar na cara” da criança que o adulto é excelente e o pequeno, não. Trabalho requer parceria e modelos positivos, com otimismo. Não perca a paciência, mas também não repita muitas vezes. Faça a criança dizer o que é que foi combinado, o que se espera dela, quais objetivos e metas foram traçados.

Gilmar De Oliveira
Sobre este autor:
Psicólogo clínico e institucional; especialista em Neuropsicologia e Aprendizagem e Mestre em Educação e Cultura. CRP 12/01950. Endereço eletrônico: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
 
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