Gnero, Sexo e Famlia - Papo da Escola, Sim! (JE290) PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Gilmar de Oliviera   
18-Nov-2015


Eu no sou Homem. No sou Mulher. Sou Humano. No sou macho. No sou fmea. Sou PESSOA, SOU CIDADO. Estas pequenas observaes j so mais que suficientes para mostrar o que a sociedade atual, nos pases srios e que estudam, pensa a respeito de gnero.
Enquanto a casta baixa e sem letras na sociedade latino-americana, permeada pelo cristianismo distorcido por falsos lderes, que misturam pensamento medieval, judasmo primitivo do Antigo Testamento, luta para reafirmar o papel do macho humano - como se ele existisse - e para reafirmar a falta de papel da fmea humana, para mant-la submissa, as escolas e universidades do mundo desenvolvido compreendem bem que os humanos no podem se segmentar em coisas de mulher e coisas de homem ou em funes de mulher e funes de homem.
A ideologia de gnero, proibida nas escolas em muitos estados e banida do Plano Nacional de Educao, trata justamente da rdua tarefa de tirar da cabea dos jovens alunos, os futuros cidados, que homem e mulher so diferentes, mas tem o mesmo valor dentro de uma sociedade. Que no devem existir tarefas prprias de um gnero e indevidas ao outro. E que, claro (o mundo est a para mostrar), existem, sim, mais de dois gneros, pois somos mais que macho ou fmea, mais que homem ou mulher, somos humanos. Devemos ser livres como indivduos e como sociedade. E numa sociedade, as pessoas tm direitos iguais em suas escolhas pessoais, desde que no afete a vida alheia.
Ou seja: para as escolas brasileiras, principalmente as pblicas, nossos alunos podem saber tudo sobre gametas, sobre cromossomos, guanina, timina ou reproduo, achando que homem e mulher se formam no tero. Papeis de g~enero so construes sociais, sim. E mal construdas! Pois homnes sempre sobrepujaram mulheres.
E na cabea de polticos-pastores e padres, estes fundamentalistas manipuladores, que se fizeram eleger pelo voto do cabresto das igrejas, nas escolas brasileiras no h transexuais, nem travestis (so diferentes), no h pessoas com gnero indefinido (sim, existem). E, se houverem, devem ser vistos como aberraes. A funo da Educao elevar o nvel de conhecimento; jamais repetir erros sociais e excluso, embora ainda o que ocorre.
As famlias brasileiras so machistas, sexistas, exploram e desvalorizam a mulher, mas valorizam a fmea. Estas famlias trazem preconceitos sexuais absurdos, prova cabal de que as escolas vm falhando na formao de cidados nas ltimas dcadas.
No sabem orientar sobre sexualidade, gravidez, sexualidade na adolescncia. Tais temas podem ser trabalhados em conjunto (escola e famlia), mas jamais delegar s famlias, muito menos as que so formadas em desequilbrio social e familiar, a Educao Sexual e o Combate ao Preconceito. Isto aliena e faz as famlias refns de lderes religiosos e suas ideias sedutoras, carregadas de preconceito, excluso e alienao pela ignorncia, elementos bsicos da receita do dio.
A escola precisa ser neutra, mas esclarecedora. Instruir, fazer pensar. Ser neutra, cientfica, esclarecedora. cumprir a lei e ser laica, isenta de favorecimento para alguma doutrina ou religio. esclarecer, educar e transformar. Nada de base religiosa no conhecimento. Escola cincia, conhecimento. A f sim, em casa, mas se o aluno pensa com autonomia saber ver se a sua religio prega dio e preconceito ou prega o amor e saber ser seletivo.
Falar na escola sobre gnero mostrar igualdade entre estes gneros, trabalhar o aluno para que este compreenda que uma pessoa pode ter atrao por homens, outras por mulheres, que uma pessoa pode ser mais masculina ou mais feminina, pode ter escolhas sobre seu corpo, sem sofrer agresses, humilhaes ou constrangimento.
Discutir gnero mostrar a responsabilidade de pai e me ao gerar um filho. mostrar o planejamento familiar. mostrar que famlia quem se ama, mesmo no sendo apenas papai-mame-filhos.
Evitar abusos sexuais, prostituio juvenil, discutir papeis: homens lavam louas e trocam fraldas, que mulheres precisam receber os mesmos pagamentos que os homens na mesma funo, que a dupla ou tripla jornada (casa, filhos e trabalho) tarefa de homens e mulheres. Uma das tarefas da escola mostrar que Honra no est dentro das calas. Est no carter!

Gilmar De Oliveira
Sobre este autor:
Psiclogo clnico e institucional; especialista em Neuropsicologia e Aprendizagem e Mestre em Educao e Cultura. CRP 12/01950. Endereo eletrnico: Este endereo de e-mail est protegido contra spam bots, pelo que o Javascript ter de estar activado para poder visualizar o endereo de email
 
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