O Jornal da Educação é um sobrevivente (JE 288-28 ANOS) PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Maria Goreti Gomes   
18-Set-2015


Caro leitor, você está lendo a edição que marca os 28 anos de publicação ininterrupta do Jornal da Educação. E assim como nossas universidades, estamos sobrevivendo, apesar das políticas de (des)governo da Pátria Educadora, Brasil.  
As edições, inicialmente bimestrais, passaram a mensais e, neste ano de 2015, devido à situação econômica do Brasil, circularam com a periodicidade possível. Mas neste mês de aniversário, a edição é mensal. Sobrevivemos!
Iniciamos o nosso 29º ano de existência, e temos muito a agradecer. Os primeiros da grande lista, são nossos colunistas Norberto Dallabrida (Histórias da Educação), Gilmar de Oliveira (Psicologia), Yolanda Robert (Direito) e o professor Leandro Villela de Azevedo (De Onde Vem?).
Os quatro professores doutores e mestres compartilham seus conhecimentos em seus artigos, publicados graciosamente no Jornal da Educação, nas edições impressa e on line.
Nossos anunciantes e assinantes, tais como as secretarias de educação que adquirem assinaturas e as distribuem aos professores. Aos anunciantes, universidades e empresas privadas que reconhecem a importância do professor anunciando em nossas páginas.
A publicidade e as assinaturas anuais possibilitam a continuidade da produção do JE.
A partir de agora, iniciamos nossa contagem regressiva, rumo aos 30 anos. Faltam somente 24 meses para completarmos três décadas de serviços em prol da melhoria da qualidade do ensino. Continuaremos na luta para divulgar o que há de melhor na educação brasileira.  
Ainda não temos clareza de como, quando ou se o Brasil reagirá e voltará a ter empresas e profissionais da educação com suficiente interesse e verbas para fazer publicidade e adquirir assinaturas do JE em quantidade suficiente para custear as edições mensais.
Mas, temos certeza que, assim como conseguimos superar as crises econômicas anteriores, o faremos também desta vez.  
Otimismo não nos falta, pois somos impulsionados pelo histórico de superação de crises anteriores.
Afinal, desde agosto de 1987, quando iniciamos nosso trabalho, temos sobrevivido financeira e editorialmente a quase uma dezena de crises econômicas e políticas, embora esta seja a mais rigorosa dentre todas, pela sua gênese.
Como bem afirmei na tribuna da Câmara de Vereadores de Joinville, quando o JE foi homenageado pela passagem dos 25 anos de existência:”Está difícil, mas acreditamos ser possível!” Foi e está difícil conseguir anunciantes e assinantes para manter as publicações com periodicidade regular, mas continuamos a tentar. E a fazer as edições, diferentemente de mais de uma centena de jornais impressos que pararam de circular no país nos últimos anos.
Esta “morte súbida” de jornais (e não somente de pequenos) vem se multiplicando desde o início da crise econômica mundial iniciada nos Estados Unidos, o berço da imprensa mundial, em 2008.
O pensamento dominante é, “se sobrevivemos àquela crise, será possível sobreviver mais uma vez. Vamos superar a crise e, provavelmente voltar a circular mensalmente neste segundo semestre. Não desistiremos de divulgar as boas ações desenvolvidas em escolas.
Acreditamos que divulgar estas ações, individuais ou coletivas, é o caminho efetivo e a maior das contribuições que podemos dar visando à melhoria da qualidade de ensino. Em especial neste momento do País, extremamente carente de ensino de qualidade, assim como de bons profissionais, capazes de ensinar com a qualidade necessária e exigida pelo mercado de trabalho.  
Adotamos como meta, dar publicidade e reconhecimento aos profissionais da educação que se destacam pela qualidade do seu fazer pedagógico. O objetivo é que, queiram continuar a fazer um bom trabalho. E, movidos por esse reconhecimento público, ampliem ainda mais sua influência na escola, servindo de exemplo a ser seguido pelos colegas. O quê, contribuirá, com certeza, para melhorar o fazer pedagógico de diversos colegas professores e escolas.
Como bem escreveu Karl Konstantin Knüppel – fundador do manuscrito em alemão Der Beobachter am Mathiasstrom, o primeiro jornal do interior da Província de Santa Catarina, publicado em 2 de novembro de 1852, em Joinville, “Não existe, efetivamente, nada mais interessante no mundo – nem mesmo para o mortal mais sábio e mais humilde – do que ler algo a respeito de sua pessoa”.
Portanto, sobreviventes, continuaremos a “remar contra a maré”, pelo tempo necessário.
Não sabemos por quanto tempo e com qual periodicidade vamos circular nos próximos meses. Mesmo assim, reforçamos: acreditamos que, a dispeito da viabilidade econômica de cada edição, permaneceremos defendendo que os professores e demais profissionais da educação, continuam a merecer reconhecimento pelo bom trabalho desenvolvido nas cada vez mais violentas salas de aula.
Conhecedores desta necessidade de visualização social do indivíduo, os veículos de comunicação tem produzido sempre mais jornais e revistas, com espaços para interação via internet.
Seguindo esta tendência do mercado editorial mundial, financeiramente mais viável em momentos de crise, o Jornal da Educação tem feito publicações mais frequentes em sua página oficial (www.jornaldaeducacao.inf.br), onde publica também sua versão impressa em PDF, no link Downloads-versão impressa em PDF.
Já a página do Jornal da Educação, no Facebook (www.facebook.com/pages/Jornal-da-Educação), possibilita aos leitores interagirem diretamente com nossa equipe de jornalismo.

Maria Goreti Gomes
Sobre este autor:
É diretora, editora e jornalista do Jornal da Educação  (ISSN 2237-2164)  e do Jornal do Santos Anjos.   Mestre em Educação e Cultura pela UDESC. Especialista em Jornalismo pela FURJ-INPG. Membro do Comitê de Planejamento Estratégico de Educação, do Instituto para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville, do Comitê Regional de Educação da SDR-Joinville. É voluntária na Comissão OAB vai à Escola, da seccional de Joinville.
 
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