FURB e Educação Básica: conexões férteis (JE284) PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Norberto Dallabrida   
17-Dez-2014


Em meados de setembro participei, na condição de avaliador externo, da 8ª Mostra Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (MIPE). Trata-se do evento anual organizado pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) que tem o intuito de socializar os resultados de investigações científicas de seus diferentes projetos acadêmicos. A MIPE é realizada sobremaneira numa grande tenda em que alunos de graduação apresentem os seus banners para docentes-avaliadores, formando um zunido de informações cientificas muito bem orquestrado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Cultura.
Na edição deste ano do cinquentenário da FURB, a MIPE apresentou uma novidade, qual seja: a realização de uma feira de ciências com alunos de escolas públicas. Em boa medida, essa iniciativa promissora é fruto do Projeto Biologia/PIBID intitulado “Clube de Ciências: incentivo à educação científica e dinamização”, que é desenvolvido em quatro escolas da rede municipal de Blumenau com o fito de estimular a formação de clubes de ciências. No espaço acadêmico furbiano, ele envolve professores e alunos do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, que estimulam a busca do conhecimento científico entre alunos do 5º ao 9ª ano do Ensino Fundamental. 
Coordenador desse projeto, o professor Edson Schroeder, esclarece: “Os encontros de cada Clube acontecem no contraturno, uma vez por semana, para o desenvolvimento de atividades de iniciação científica. Os estudantes realizam projetos que seguem etapas peculiares e se apropriam dos conhecimentos científicos, a partir do desenvolvimento de uma pesquisa. De acordo com a série/ano e o interesse dos estudantes, o projeto de pesquisa toma corpo, estimula a curiosidade - um dos aspectos essenciais que caracteriza um pesquisador, viabilizando uma participação proativa, que favorece as discussões argumentadas e vivenciam os desafios para concretizarem as etapas de uma pesquisa”.
De outra parte, Ricardo José Nunes, doutor em Química, professor renomado da UFSC e o avaliador decano da MIPE, afirmou que ouviu com muita atenção e interesse as apresentações dos trabalhos da Feira de Ciências. Constatou que os alunos-clubistas disseram-lhe que é melhor aprender por meio da realização de experiências e de trabalhos em equipes do que por meio de aulas tradicionais. Contudo, confessa que ficou emocionado quando perguntou aos alunos o que eles mais gostaram nos clubes de ciências e uma menina afirmou categoricamente: “A liberdade para pensar!”. Não por acaso, essa experiência foi relatada pelo professor Ricardo na sessão de encerramento da 8ª MIPE e a afirmação da clubista foi repetida por autoridades acadêmicas da FURB. 
A realização da Feira de Ciências na 8ª MIPE é um sintoma da forma competente e criativa com que a FURB vem colocando em prática o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da CAPES. A articulação das conexões férteis entre a FURB e a Educação Básica do seu entorno é um excelente e relevante serviço prestado pela cinquentenária Universidade de Blumenau.

Norberto Dallabrida
Sobre este autor:
Professor na UDESC e autor de "A fabricação escolar das elites: O ginásio Ginásio Catarinense na Primeira (Editora Cidade Futura) e O tempo dos ginásios: ensino secundário em Santa Catarina (final do século XIX meados do século XX). Endereço eletrônico: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
 
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