Se é ensino de qualidade, está no Jornal da Educação(JE281) PDF Imprimir E-mail
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Escrito por MARIA GORETI GOMES   
09-Set-2014


Agosto é o mês de rever os planos e estipular metas para o Jornal da Educação. A edição para repensar o conteúdo editorial e as estratégias de sobrevivência financeira. É o mês do aniversário do JE.
 
E porque completamos mais um ano de publicações ininterruptas e estamos a apenas dois anos de nossa terceira década de fundação, é tempo de decidir sobre se devemos continuar a publicar as ações com resultados positivos em educação ou vamos mudar a linha editorial.
 
Mês de aniversário é o ideal para pensar se devemos ampliar, reduzir ou manter o público leitor. Decidir sobre o tipo de material que será publicado nas páginas no facebook ou na oficial do JE na internet (www.jornaldaeducacao). Ou se, simplesmente, vamos  continuar com as edições mensais e com a circulação especialmente nas escolas das regiões de Joinville e Jaraguá do Sul.
 
Sim, porque neste último ano optamos por reduzir nossa área de atuação, para retomar com mais intensidade a cobertura jornalística nas cidades das regiões   de Joinville e Jaraguá do Sul.

A medida resultou da análise de nosso departamento jornalístico e comercial de que as demais regiões não tinham sustentabilidade. Foi uma decisão difícil, mas bastante válida, até porque reduzindo a região geográfica, pudemos nos dedicar mais aos profissionais da educação destas duas regiões.
 
O mais antigo jornal mensal do interior do estado de Santa Catarina e único, de iniciativa privada, totalmente voltado à educação. E neste ano, em que os grandes jornais do país fazem inclusive campanha publicitária tentando resgatar o mercado, o leitor e a credibilidade perdidas, conseguir sobreviver ao altos e baixos da economia brasileira já é um grande feito para toda empresa de comunicação. 
 
O Jornal da Educação é uma dentre as 5% de empresas brasileiras que conseguiram sobreviver por mais de 5 anos no mercado. O esforço não foi pequeno, e as estratégias de sobrevivência as mais variadas e criativas. 
No Brasil ainda tem-se a cultura de que tudo que diz respeito à educação deve ser gratuito e acredita-se que sempre será o governo ou o seu colega quem deverá investir em educação. É a cultura do levar vantagem em tudo. E do que é publico é gratuita.
 
Entretanto, NADA É GRATUITO. Alguém sempre estará pagando cada pedacinho de papel, cada grão de arroz que é servido em cada prato na face da terra. Então, assim como toda e qualquer empresa e editoras, o JE teve e continua tendo, que estabelecer estratégias de sobrevivência e que ultrapassaram aos diversos planos e crises econômicas da história recente.

É as estratégias de sobrevivência? São praticamente três décadas de conte´´udo editorial dedicado ao profissional da educação, nosso principal leitor e  publico alvo. O JE nasceu entre os professores e para os professores e assim continua até hoje. 

Mas será que “esse trabalho de formiguinha” trará resultados mensuráveis em pouco tempo? E será que finalmente os professores perceberão que precisam fazer como as galinhas que saem cantando do ninho após botar o ovo, ou continuarão como os patos, cobrinho o ninho e saindo de fininho do ninho para o terreiro como se nada tivesse acontecido? 

A sabedoria oriental considera o aniversário como o momento de maior sorte. É o tempo dominante sobre os demais. É certamente mais que uma ocasião para receber presentes; é uma chance de festejar, agradecer e refletir sobre o que está realizando. O dia do nascimento da vida é também o dia em que se pode mudar.

O aniversário ensina o conceito de renascer. Festeja-lo é celebrar um novo começo. Não importa como as coisas transcorreram ontem, ou ano passado, temos sempre a capacidade de tentar de novo. Nossos sábios explicam que no dia do aniversário, com nossa sorte aumentada, torna-se o momento oportuno para fazer um balanço de nossas realizações passadas e assumir novas decisões.

O aniversário é mais um estágio em nosso desenvolvimento e a ocasião propícia para uma introspecção. Assim, neste ano, aproveitamos para pensar sobre o papel que o JE tem tido na melhoria da qualidade do ensino e do fazer pedagógico dos professores leitores, seja por meio da publicação das experiências bem sucedidas, seja apoiando ou realizando eventos, como foi o caso do Congresso Sul Brasileiro da Qualidade na Educação, ou do PROLER que será realizado no próximo mês. 

Reavaliamos o desejo de publicar artigos científicos, anunciado em 2012, pois por questões técnicas e financeiras, não conseguimos implementar na página eletrônica a publicação.Apesar de ter o registro no ISSN, o que torna a publicação científica, é preciso manter uma equipe científica para avaliar e aprovar tais artigos de modo a dar credibilidade tanto aos artigos, quando ao veículo. 

Novas estratégias de sobrevivência deverão ser implementadas com vista a montar a equipe científica e iniciar tais publicações. Para tanto, será necessário que os pesquisadores e programas de pós-graduação, principais interessados em ter seus artigos e trabalhos publicados, investam no Jornal da Educação.

Em nossas edições impressas e na digital, além das reportagens sobre os trabalhos desenvolvidas nas e pelas escolas, que poderão ser adaptados também em suas aulas, os professores continuarão a encontrar as colunas de psicologia, direito, história da educação e De onde vem?. 
E em nossa  página  eletrônica (www.jornaldaeducacao.inf.br), é possível conseguir apoio seja no campo pedagógico, seja no das políticas educacionais fazendo a Pergunta de Professor. 

Deste modo, a simples continuidade das publicações poderá contribuir para a modificação para melhor do fazer pedagógico dos professores leitores. Pois, continuaremos na luta pelo reconhecimento de que, somente quando os brasileiros efetivamente entenderem que a escola é o templo privilegiado do saber e única base sólida para a construção da nação brasileira, nossa missão poderá ser dada como cumprida. 
Até lá, continuaremos a valorizar o bom professor. E a reconhecê-lo como um ser humano especial e profissional proativo que, dotado de uma visão ampla da sociedade humana, passa também, a agir e a ser o profeta que construirá, finalmente, a Nação Brasileira. 

Pois, desde a sua primeira edição, ou antes mesmo, desde o seu embrião, o Jornal da APJ,  o Jornal da Educação  tem sido feito por professores e para professores. E exatamente por isso, quando descobrimos educação de qualidade, esta estará reportada em nossas páginas para que outros profissionais passam seguir os bons exemplos. 
 
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