Há 25 anos registrando a evolução educacional (Edição 262 Agosto 2012) PDF Imprimir E-mail
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Opinião - Opinião do Jornal
Escrito por Maria Goreti Gomes   
06-Set-2012


Há 25 anos o Jornal da Educação iniciava sua circulação nas escolas de Joinville. Com a missão de promover, por meio da divulgação das atividades pedagógicas de sucesso, a troca de experiências entre os professores.

Em meados de 2011, com a aquisição do ISSN, ganhou registro de publicação científica e passará, nos próximos meses, a divulgar a produção científica, inicialmente em sua página da internet. A publicação de artigos científicos transformará ainda mais o veículo que ainda hoje, mais de duas décadas após sua fundação, mantem-se como único veículo de comunicação totalmente segmentado em educação no estado de Santa Catarina.

E, o objetivo de criar uma cultura de divulgação das boas ações aplicadas à educação, continua a nortear as ações e reportagens publicadas mensalmente.

Muito já se tem avançado, mas os professores precisam ser mais proativos e fazer contato com o Jornal da Educação para divulgar todas as fases de desenvolvimento de seus projetos pedagógicos.

Ao esquecerem de informar, durante o processo de desenvolvimento, perdem a oportunidade, por um lado, de ver seu trabalho reconhecido e por outro, de contribuir para melhorar o fazer pedagógico de seus colegas, o que resultaria na melhoria da qualidade de ensino oferecido à sociedade catarinense.

O jornal, por iniciativa de professores preocupados com sua formação, nasceu para publicar boas notícias sobre ações e eventos educacionais. De alguma forma, na contra mão da grande imprensa que sobrevive especialmente de notícias desagradáveis. Assim, com um enfoque editorial diferenciado, a publicação foi o primeiro veículo de comunicação para professor da região, e continua sozinho no mercado.

Infelizmente, as notícias negativas também fazem parte da história do Jornal da Educação, até porque as escolas não são ilhas e a sociedade também mudou, tornando-se mais violenta. Mas, o jornal que nasceu para ser somente para os professores de Joinville chegou a circular em 34 municípios catarinenses em sua versão impressa e, em abril de 2001, ganhou o mundo, por meio da internet.

Desde o início deste mês de aniversário, a página do JE (www.jornaldaeducacao.inf.br) está sendo constantemente atualizada e agora ganhou uma versão para o Facebook.

Em agosto de 1987, a reportagem de capa era sobre a luta dos professores da rede estadual pela implantação do Plano de Carreira do Magistério, notícia que seria publicada no início da década de 1990. Ironicamente, a capa da edição de março deste ano, trazia a notícia de que os professores da rede estadual lutam pelo Plano de Carreira novamente.

Ou seja, as notícias de educação, assim como as de moda, se repetem de tempos em tempo. Semelhantes a uma roda d’água que retorna ao mesmo ponto para captar novas águas que a movam, são as lutas dos professores.

Nas páginas das 262 edições, os professores puderam se informar sobre a nova LDB e os Parâmetros Curriculares Nacionais, a universalização do ensino fundamental no Brasil e o crescimento da procura e da oferta de vagas na educação infantil e no ensino médio, que deverão ser universalizados nos próximos anos.

O JE participou das discussões para a criação dos conselhos tutelares, idealizou e ajudou a realizar doze edições do Congresso Sul Brasileiro da Qualidade na Educação, cinco edições do Congresso do Cone Sul de Educação e onze edições da feira de produtos educacionais e o Congresso de Gestores Educacionais de Santa Catarina, realizados em Joinville de 1994 a 2007.

A população soube da migração das creches e pré-escolas da área de assistência social para a de educação. Da municipalização abrupta, em alguns casos, e gradativa do ensino fundamental e da educação infantil. Acompanhou as discussões da ampliação da educação básica obrigatória que incluiu a educação infantil e o ensino médio como níveis obrigatórios de ensino até 2017.

A proibição do trabalho remunerado para menores de 16 anos que obrigou o governo do estado a oferecer, cada vez mais turmas de ensino médio diurno, mudando completamente o perfil tanto das escolas e alunos, como dos profissionais que atuam neste nível de ensino também foram registradas.

Mas talvez, de todas as notícias, a de maior impacto seja a da ampliação do número de dias letivos de 180 para 200 dias, com obrigatoriedade de 800 horas de efetivo trabalho pedagógico ao ano, seja a mais polêmica de todas as alterações da realidade educacional. Pois interferiu tanto na vida dos estudantes e suas famílias, quanto no período de férias e lazer dos profissionais da área.

Ou seja, a revolução silenciosa implementada na educação brasileira pela via educacional passou e continuará impressa nas páginas do jornal que também foi se modificando na medida da necessidade de seu público leitor.

A ampliação do ensino superior e a transformação de escolas tradicionais em escolas de ensino superior e das fundações educacionais em universidades foram acontecimentos muito bons de serem noticiados.

Assim como a chegada de universidade de renome nacional à região bem como das universidades públicas às cidades do interior do estado.

Enfim, a sociedade se transformou pela via educacional e continuará em movimento agora com a implantação de ensino em tempo integral.

Do mesmo modo, o JE que acompanhou e participou ativamente desta transformação, contribuirá para que a população e os profissionais da educação consigam acompanhar as mudanças radicais e velozes, por necessidades imperiosas, que transformam a educação na prioridade e na necessidade número UM do país.

Entretanto, mais importante do que tudo isso, é ter conseguido, nestes 25 anos, que centenas de professores tivessem o seu bom trabalho reconhecido por meio da publicação de reportagens que levaram aos professores a possibilidade de partilhar experiências de sucesso.

Neste momento em que completamos um quarto de século de circulação é preciso agradecer aos leitores que acreditam e respeitam nosso trabalho, aos anunciantes e assinantes responsáveis por sua manutenção e sem os quais seria impossível manter as publicações.

Mas é preciso agradecer também aos colunistas Norberto Dallabrida, Gilmar de Oliveira, Yolanda Robert e Leandro Villela de Azevedo que disponibilizam mensalmente seu tempo e conhecimento para escrever as colunas Histórias da Educação, Psicologia e Educação, Direito e Educação e De onde vem? que enriquecem editorialmente o JE.


Maria Goreti Gomes
Sobre este autor:
É diretora, editora e jornalista do Jornal da Educação  (ISSN 2237-2164)  e do Jornal do Santos Anjos.   Mestre em Educação e Cultura pela UDESC. Especialista em Jornalismo pela FURJ-INPG. Membro do Comitê de Planejamento Estratégico de Educação, do Instituto para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville, do Comitê Regional de Educação da SDR-Joinville. É voluntária na Comissão OAB vai à Escola, da seccional de Joinville.
 
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