Excesso de burocracia e incompetência no SC Saúde (março/2012) PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Jornal da Educacao   
23-Mar-2012


Há mais um ano, o governo do estado anunciou a criação de um plano de saúde de autogestão para atender aos 180 mil servidores públicos até então atendidos pela UNIMED. E desde o dia primeiro de fevereiro, data de início do novo plano, estes mesmos servidores continuam pagando, mas não têm atendimento de saúde. 


 
A recusa dos médicos em se cadastrar tem como razão principal, segundo os próprios profissionais, a falta de credibilidade na administração pública e a burocratização excessiva de todo e qualquer processo que envolva o governo. 
É  do conhecimento público que os governos anunciam na imprensa somente aquilo que lhes interessa, e por esta linha, a assessoria de comunicação do SC Saúde, tenta convencer a imprensa e a população de que está tudo bem e que os usuários do plano estão sendo atendidos em suas necessidades.  
No site do SC Saúde, seriam quase três mil médicos e clínicas cadastrados. O mesmo site orienta o usuário a protocolar reclamação contra os médicos e clínicas que aparecem como cadastrados (verde), mas não atendem o segurado. 
Segundo àquela orientação, os tais médicos e clínicas seriam punidos, podendo inclusive vir a ser descadastrados. Punição no mínimo piegas, já que aqueles profissionais já não estão atendendo aos usuários, portanto, fica subentendido que não há interesse nesse atendimento. E, normalmente, a alegação dos profissionais é de que o SC Saúde ainda não deu o treinamento para o uso do sistema. Ou seja, mais uma vez, o problema está no gerenciamento.   
A situação é ainda mais grave para os servidores e seus dependentes que tiveram seus tratamentos, inclusive de oncologia, interrompidos. Entre os profissionais reconhecidos como de larga experiência ou os preferidos pelos pacientes, são poucos os que se cadastraram. E ainda dentre os já cadastrados há um movimento  para o descadastramento.  Ou seja, pode ficar ainda pior. 
“Passamos horas em frente ao computador para fazer uma solicitação de exame ou cirurgia e para resolver problemas no sistema deles. É muita burocracia. Nem mesmo eles sabem o que estão fazendo”, disparou um médico ortopedista de Joinville que não quis identificar-se.
O mesmo médico  acrescentou, “estou pensando em parar de atender porque meus pacientes precisam de exames e cirurgias e nada é autorizado. Isso sem contar que não recebemos nada ainda”, acrescentou. 
A melhor e mais adequada solução, seguramente deve ser o retorno do convênio com a iniciativa privada, especialista na administração de tal negócio. Não é possível continuar descontando o dinheiro do  servidor público e não oferecer o serviço em troca. Até porque, os que têm condições, estão migrando para outros planos. 
Se 18 meses não foram suficientes para selecionar um grupo que gerenciasse adequadamente o plano de saúde para atender aos 180 mil servidores estaduais, dois meses foram suficientes para o governo do estado descobrir que não tem credibilidade suficiente e porque não dizer, competência,  para a gestão de negócio de saúde. 
 
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