Volta rotina das aulas: Dicas aos pais e educadores PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Jornal da Educacao   
27-Fev-2012


Voltamos s aulas e s rotinas dirias de estudos, trnsito, horrio para dormir, acordar, almoar, resolver tarefas e elaborar trabalhos. Que bom. assim que construmos um futuro, ainda que incerto, pois nada na vida depende somente de ns ou de nosso talento (os brasileiros sabem muito bem disso), mas certas obrigaes reduzem as chances de fracassar na vida. Estudar e cumprir obrigaes faz parte deste grupo.


Creio que seja bem mais proveitoso, neste momento, oportunizar uma reflexo sobre a necessidade de algumas mudanas na forma de lidar e definir a escola, por ns adultos, tanto pais como educadores, que resulte em um cotidiano mais realista e desafiador.
Em primeiro lugar, admitamos: a escola chata sim, na forma como ela se apresenta hoje em dia. Nada de contrariar esta opinio dos pequenos. A escola pouco mudou da Idade Mdia para hoje em dia, no atrai mais ningum, nem os assuntos so relevantes, na imensa maioria, para qualquer ser normal que viva sobre o cho. Um habitante do Antigo Egito nada reconheceria do nosso mundo, se acordasse hoje, mas no se enganaria ao identificar uma escola.
Embora chata, hora de mostrarmos aos estudantes que o mundo feito com regras e obrigaes e que nem tudo (na verdade, quase nada) feito apenas de prazer, lazer e oba-oba.
Ou seja, a escola chata, os assuntos sem sentido, mas temos de ir e ponto final. E ir para aprender, questionar e tirar as melhores notas e respeitar a todos, por obrigao ou por conscincia, mas que seja assim.
Os pais precisam mostrar aos filhos que este mundo de prazer e fantasia que insistem em proporcionar a cada segundo aos pequenos, no existe.
E os filhos sabem, porque eles enxergam muito bem o jeito que retornamos do trabalho: cansados ou pior: cansados e estressados. Outros, beira de um surto. Quem ama o que faz, at se apresenta melhor, mas deve mostrar quanto custa atingir este nvel de qualidade de vida.
As crianas tendem a ver os pais como meros provedores, que j nasceram como so e que vivem apenas para dar o melhor aos filhos. Estes no viram o processo de formao de nossa vida e os momentos de aperto, nossos sacrifcios. Ns, adultos, esquecemos de mostrar.
A vida assim, tudo tem um preo. Quem honesto sabe o quanto custa ter uma vida de conforto. Isto requer esforo e certa dose de sacrifcio (para os honestos), geralmente menos que estudar os contedos da escola.
Em segundo lugar, os educadores precisam aprender a ouvir os estudantes, v-los como donos de alguma verdade no discurso a escola chata.
Hora de refletir sobre como educar para a vida, para entender o mundo com seus desafios e suas oportunidades. Hora de dar sentido nos contedos, privar os alunos de coisas que para nada se usa ou que apenas quem for cientista ou engenheiro ter de saber.
Passou da hora de exigir, sim, esforo para conseguir notas, de punir as faltas, de ver os alunos como seres que sabem definir entre certo e errado e que devem se acostumar a viver com regras e fazer sacrifcios e certas renncias.
Mas antes de tudo oferecer qualidade no que se ensina; aliar conhecimento modernidade, com aulas gostosas, cheias de vnculos com a realidade e com descobertas, trocar conhecimentos, desafiar os alunos a trazerem mais, a fazer melhor a cada dia.
Claro que teremos aulas chatas, cedo ou tarde, por mais vinculada com a realidade e com o mundo moderno que a escola seja. Mas sendo exceo, os alunos sabero que o esforo valer a pena.
Mudar o discurso em casa, apertar o cinto na educao dos filhos mexe na zona de conforto dos pais, como mexe com os professores acomodados. Mas muda a vida de quem far o mundo melhor.

 
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