Então é Natal... e o ano novo já vem... (Dezembro/2011) PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Jornal da Educacao   
14-Dez-2011


Mais um ano se foi. Um ano conturbado é verdade, com greve na rede estadual e na rede municipal de ensino de Joinville. Ambas com mais de 50 dias de duração. Os movimentos aconteceram em outras redes municipais também, embora algumas, como a de Blumenau, administrada tão rapidamente que sequer interferiram no andamento do ano letivo.


 
Mesmo assim, e também por esta razão, era de se esperar um final de ano conturbado. Muitas pessoas, que sabem da necessidade de cumprir a carga horária mínimo de 800 horas letivas por ano, estranharam a possibilidade de encerramento das aulas no mesmo período dos anos em que não há paralisação de atividades. 
No final de novembro, a quase totalidade das escolas de ambas as redes já dispensava os alunos que haviam conseguido média para passar sem exames. Se o programa curricular de todas as disciplinas foi cumprido, somente os professores sabem. Se os alunos aprenderam, vamos descobrir no próximo ano. 
Mas nada disso tem importância agora, porque após o encerramento de ambas as greves, a quantidade de alunos que bradava aos sete ventos que ninguém poderia ser reprovado neste ano porque houve greve, era incontável. E talvez este tenha sido o maior dos problemas do ano letivo de 2011. 
É inquestionável que este foi o mais conturbado dos últimos anos e que  os alunos e seus pais estão ávidos por descanso. Afinal, os professores que fizeram greve pararam, embora não tenham descansado, durante quase dois meses. Os que não fizeram greve, tiveram férias. Mas os alunos estão sem férias. 
Todos estão cansados e estressados e de nada adiantaria adiar por mais dias o final do ano letivo. Embora todos saibam intimamente que este ano letivo precisará de alguma forma ser complementado no próximo. 
Só não poderá ser recuperado para os estudantes que concluíram o ensino médio e precisarão enfrentar a nova realidade da vida, seja na universidade, seja na luta por uma vaga nos concursos públicos, seja no mercado de trabalho privado. Estes talvez sejam os mais prejudicados com a greve, pois terão “que se virar sozinhos”. 
Mas agora é Natal e o ano novo esta quase chegando, e já com greve anunciada pelos professores da rede estadual para o início.
Então, vamos às férias, esquecer tudo. E no final de janeiro, preparar o reinício com os novos e antigos alunos, mas com certeza, todos renovados e com vontade e necessidade de aprender e ensinar.  
Afinal, sempre haverá um ano após o outro e com ele a possibilidade de recomeçarmos do ponto em que nunca gostaríamos de ter parado. 
Tenham um feliz e abençoado Natal e férias bem merecidas. 
 
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