A arte como incentivo à preservação da vida PDF Imprimir E-mail


Joinville – A leitura da Carta da Terra para Crianças foi a motivação inicial para a efetivação do projeto “Releituras de uma carta de amor à vida”, desenvolvido durante todo o primeiro semestre deste ano pelo CEI Raio de Sol I. 
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O projeto envolveu todos os professores, alunos, familiares e pessoas da comunidade nos estudos e na montagem de uma exposição, realizada de 30 de junho a 9 de julho.
Com o tema arte e sustentabilidade, as instalações ecológicas, releituras de obras de artistas consagrados como Van Gogh, Tarsila do Amaral, Portinari, Monet e artistas locais como Amandos Sell e Jardim de Monet, construídos durante o projeto, sensibilizaram os visitantes pela beleza e riqueza de detalhes. 
O objetivo foi sensibilizar e levar a criança a interagir com o meio ambiente, tornando a necessidade da preservação, algo mais concreto e presente em sua vida.
 
Superando dificuldades
O desafio lançado ao grupo docente foi desenvolver a sensibilidade infantil a partir da articulação de contéudos em Arte/Meio-ambiente e a Carta da Terra (versão para crianças). O que gradativamente foi acontecendo. 
A arte foi escolhida como meio para aguçar a curiosidade sobre o tema natureza. Por esta razão, tornou-se o fio condutor e elo entre os diversos projetos pedagógicos desenvolvidos por cada turma e, em alguns casos, por diversas turmas reunidas. 
Sempre iniciando com o estudo sobre a vida e obra de artistas, a arte foi usada para estabelecer as conexões entre a Carta da Terra, a natureza e as crianças.
Em sala de aula, foram sendo feitas releituras em papel e estudados todos os conteúdos didáticos correlacionados, bem como os elementos estéticos. Desde modo,  as turmas passaram a produzir suas próprias representações criativas. 
“Em cada turma, o projeto seguiu rumos próprios e, ao final, juntos tomaram dimensões surpreendentes, principalmente em relação à participação entusiasmada dos pais e de toda a comunidade”, comentou Rosane. 
Como resultado, o pátio da instituição foi tomado por flores, plantas, bonecos, obras de arte e até mesmo de espantalhos cuidando de um milharal. 
A proposta não foi apenas compreender o que a obra queria representar, mas que a partir delas, as crianças pudessem desenvolver atitudes, compreender conceitos e adquirir habilidades para se expressar, para construir e para se relacionar com o outro e com o meio ambiente.  
 
Participação surpreendeu
“A tarefa de chamar os pais para dentro do CEI e participar dos projetos requereu um grande esforço de convencimento”, explicou entusiasmada Rosane.  
Através de reuniões e conversas e das próprias crianças que informavam com entusiasmo sobre cada conquista alcançada, muitas famílias foram conferir de perto do que se tratava e a partir daí se envolviam nas propostas. 
A professora Lucélia S. de M. de Souza, do II período, foi uma das que conseguiu a maior participação dos pais na construção de uma casa com caixas de leite.  Aqueles que não puderam estar presentes no CEI, levaram as caixas e o papel para casa.Deste modo, praticamente todos os pais participaram da obra.
 
Jardim de Monet
 
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As turmas do I e do II período e do maternal II, estudaram diversas obras de artistas como Monet, Van Gogh e Amandos Sell e as releituras foram, na verdade, a construção de dois jardins para o CEI. Um em tamanho quase natural, com material reciclado, montado no pátio coberto do CEI para a exposição. E outro,  de verdade, que transformou completamente o CEI num grande jardim, antigo sonho da professora professora Indiajara S. M. Marques.  
A construção demandou muita ajuda. As crianças da turma plantaram flores. Uma construtora auxiliou na construção de uma ponte e de um lago. O jardim foi sendo construído por todos. 
A turma do projeto Espantando o Medo, plantou milho em um canto. Os alunos que desenvolveram o projeto À sombra do Manacá, com a professora Carmen L. Franco plantaram uma muda de Manacá-de-Cheiro.
A professora Juliana S. Vieira e sua turma, que estava aprendendo sobre os peixes, conseguiu alguns exemplares, com a Fundação 25 de Julho, para viver na fonte do jardim. Nasce, então, o Jardim de Monet.
“Eu sempre questionei sobre o espaço ocioso existente em frente ao CEI. No começo, alguns comentários denotavam certo descrédito sobre o projeto, porém a medida que as marcações iam aparecendo, os fios delimitando os canteiros, os materiais chegando e o espaço se transformando, todos passaram a querer fazer parte e assim o jardim ganhou um significado maior”, finalizou a professora Indiajara.  
 
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Jornal Raio de Sol
 
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Já o II período, da professora Tatiana J. Schmidt criou o Jornal do CEI Raio de Sol. As crianças puderam explorar e vivenciar o contato com os profissionais e os instrumentos utilizados em um jornal escrito e televisivo.
As crianças eram os repórteres, os câmeras, os fotógrafos, os editores, o diretor e até o claqueteiro. Desenvolveram seus próprios microfones, computadores e câmeras e saíram pelo CEI entrevistando a todos. Na abertura da exposição, o Telejornal do CEI foi apresentado aos visitantes.
 
 
Recanto dos Pássaros
 
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A turma do II período, sob a orientação da professora Mikaela Tavares, a partir da obra “Pássaro”, de Aldemir Martins, promoveu a revitalização do espaço ao ar livre que fica ao lado da sala de aula, chamado de Recanto dos Pássaros.
A turma convidou o ilustrador de livros Humberto Soares, que através de uma oficina de arte, ensinou a reprodução da arte com elementos da natureza. Utilizando carimbagem com folhas secas e tintas, foi construído um painel no muro.
Em outra etapa, construíram um condomínio para os pássaros pintando casinhas de madeira, inspirados na obra “casinha de pássaros”, de Romero Brito, e fixando-as em árvores ilustradas no muro. 
 
 
Meu corpo, mil e uma possibilidades

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No projeto Meu corpo, mil e uma possibilidades, desenvolvido com os pequenos do maternal II, foram desenvolvidas brincadeiras, jogos dramáticos, formas de expressão artísticas, interação com a natureza e experimentação sensorial de objetos, para que as crianças pudessem entender as diferenças e diversidades entre cada pessoa.
Partindo da expressão popular “foi para o beleléu”, a professora Janaina A. Schluter e a auxiliar Maria de Lourdes Severino após contarem a  História do Beleléu, de Patrício Dugnani, com o  objetivo de desenvolver o senso de responsabilidade e organização nas crianças, confeccionaram o boneco personagem da história. 
 
 
O lugar onde eu vivo
 
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 Através das respostas a um questionário, a turma do II período, da professora Luciléia S. de M. de Souza descobriu quais eram os principais desafios ambientais e sociais enfrentados por todos.
Após discussão e reflexão sobre o tema, construíram maquetes daquele que seria o quarto dos sonhos, com inspiração na obra “O Quarto”, de Van Gogh.
Com a ajuda dos pais, as crianças também montaram uma casa que representava as moradias em estilo enxaimel pintadas pelo artista Joinvilense, Amandus Sell. A obra foi desenvolvida com madeira e caixinhas de leite encapadas. A casa tem jardim, cerquinha e até janela com flores no beiral.
 
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Releitura do Abaporu
 
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O I período, da professora Maria Irene P. da Silva desenvolveu a releitura da obra de Tarsila do Amaral, “Abaporu”. Trabalhos com esquemas corporais e atividades demonstrando o afeto através do toque e do carinho, como as massagens e as cócegas.
Em conjunto, as crianças confeccionaram a releitura da obra com sucata e em seguida, cada um fez a sua própria obra com argila. Como inspiração, na hora da criação a professora tirou fotos das crianças de forma que suas posições corporais representassem aquela vista na obra. 
 
 
O vendedor de frutas
 
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Com objetivo de incentivar o consumo .tas, as crianças do I período, da professora Joseane H. Schulz estudaram a obra de Tarsila do Amaral, intitulada “O vendedor de frutas”. Explorações, experimentações, pesquisas, observações e construções ajudaram na abordagem e discussão de  assuntos relacionados à alimentação e à saúde.
As diferenças das cores, formas e cheiros dos mais variados alimentos foram algumas das grandes aprendizagens. Para a exposição, na entrada da sala,  foi construída uma pirâmide alimentar com alimentos de naturais. E, com argila, os alunos realizaram a releitura da obra da artista.
Para finalizar as atividades, as crianças visitaram um fruteiro do bairro e com as frutas adquiridas, fizeram uma grande salada. No jardim do CEI, a turma plantará maracujá.
 
 
Espantando o medo
 
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A turma do II período, da professora Patrícia V. Bitencourt trabalhou a noção do tempo, a ansiedade das crianças e o medo que cada um sente, por meio da obra O Espantalho, de Portinari.
As crianças desenvolveram mulheres espantalho, chamada Larissa. Feita de pano e representada em suas três fases de vida: bebê, menina e adulta, Larissa ganhou uma pequena plantação de milho para cuidar.
As crianças plantaram milho no jardim do CEI e estão observando o crescimento do milharal nos fundos do CEI.   
 
 
 
 
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