Jornal da Educação - ISSN 2237-2164

O papa e Emanuel, o menino angustiado
  Dia 15 do mês passado, domingo, o papa Francisco conversava com um grupo de fiéis, na periferia de Roma, quando Emanuel, menino de oito anos, perguntou ao papa, com voz de choro, se seu pai, que era ateu e havia morrido recentemente, iria para o céu. Para quem não soube do caso, conto aqui... Leia Mais
Página do Observatório do Ensino Médio de SC é lançada durante 1ª Jornada
Estudantes da EEB Presidente Médici, de Joinville em encontro de integração em 2017 Durante a Jornada será lançado a página eletrônica e o Observatório do Ensino Médio em Santa Catarina (OEMESC), sob a coordenação do professor da UDESC e colunista do Jornal da Educação, Norberto... Leia Mais
Da Reforma Trabalhista e a proteção do trabalho da mulher (JE310)
  A Reforma Trabalhista entrou em vigor no dia 11/11/2017, contudo, o texto original já sofreu alteração mediante a publicação da Medida Provisória nº 808, publicada no dia 14/11/2017. As duas legislações trouxeram significativas alterações na proteção do trabalho da mulher, principalmente no... Leia Mais
Lições aprendidas com e pelos caminhoneiros (JE310)
Propostas para um Brasil melhor   A primeira e mais importante lição é que, em tempos de internet e redes sociais, a comunicação está ao alcance de todos. Portanto, não é preciso estar filiado ou organizado em uma das 17 mil entidades sindicais do Brasil, para paralisar o país, refém da... Leia Mais
Cultura da escola contribui para a formação de corruptos (JE 309)
“É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas idéias”.  Immanuel Kant (1724 –... Leia Mais
Prorrogada data limite para submissão de artigos ao JE Caderno Científico
O JE Caderno Científico -  Os artigos, resenhas e relatos de experiência podem ser enviados até 25 de maio. A revista digital catarinense circulará em junho de 2018, sob a coordenação cientifica do professor Doutor Norberto Dallabrida. Serão selecionados artigos científicos, de opinião, relato de... Leia Mais
Projeto de joinvilense  sobre afroetnomatemática é selecionado para Feira Nacional
  A professora Andreia Cristina Maia Viliczinski, com seu trabalho África, o Berço da Matemática, realizado com os alunos do 2ª ano do ensino médio da Escola Estadual Governador Celso Ramos, de Joinville (SC), no segundo semestre de 2016, foi uma das 50 finalistas do Prêmio Educador Nota 10 e... Leia Mais
JE comemora 30 anos com campanha, novo portal e Caderno Científico
“Está ruim para todo mundo! Esta é a expressão mais ouvida nos últimos anos no Brasil. Pessoas, empresas, instituições públicas e privadas e principalmente os humoristas de plantão das redes sociais usam a frase para justificar qualquer ação que demandaria investimento, especialmente financeiro.... Leia Mais
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O Escopo do Currículo Escolar na Concepção de Lutero

Dentre as dimensões, as quais Lutero se refere quando fala sobre a forma de ensinar a viver, destacaria aquelas que convergem com a BNCC e o Novo Ensino Médio.

 

Educação para a Liberdade – Educação para Lutero consiste em ensinar a viver a mensagem do amor, da esperança e da fé, bem como ensinar a viver os princípios que decorrem desta mensagem. Acrescenta ainda que não se pode coagir ninguém a fé, uma vez que qualquer ensino deve respeitar o outro como sujeito do seu processo.

Educação Permanente – Nunca estamos formados, somos seres em contínua formação. O trabalho educacional, considera o binômio amor e liberdade, tendo como ponto de chegada a sabedoria. Como resultado do esforço educacional, as pessoas são desafiadas a constituir uma sociedade solidária, com igualdade e justiça para todos, onde se administra os conflitos, através do diálogo e da negociação. Ao educar para a liberdade será necessário reconquistar a tradição para então criar algo novo, encontrar na educação uma relação a um tempo de equilíbrio e de tensão entre recuperar o passado e criar o futuro.

Como seres humanos, individual ou coletivamente, ainda não somos tudo a que somos chamados a ser. Vivemos no provisório. Desinstalando, gerando novas indagações e questionamentos sobre a realidade, parece ser inerente a uma dinâmica de fazer educação. O ser humano vive em uma dimensão dialética entre o passado e o presente, entre o antigo e o novo. A sabedoria está na capacidade de buscar o que é válido tanto para o antigo quanto para o novo. Lutero deixou na sua trajetória de vida, seja pessoal ou profissionalmente em suas obras, marcas de transição. Neste sentido, ele sempre apontou para o futuro, ou seja, para este novo que está emergindo.

Conteúdo com Sentido e Significado – Lutero propõe a adoção de um método que tenha como base o conteúdo com sentido e significado para a pessoa e a vida, enfatizando a leitura e a experiência. Propõe ainda que o jogo e a atividade criativa necessitam integrar o processo pedagógico.

Modalidade Lúdica – Lutero, na verdade, não propõe nenhum modelo de escola, todavia apoiou a transformação do sistema rígido, em voga na época, para uma modalidade mais lúdica.
O lúdico passou a ser reconhecido como traço essencial de psicofisiologia do comportamento humano. Faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana. São ações vividas e sentidas. Na atividade lúdica importa a própria ação, momentos de encontro consigo mesmo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, momentos de resignificação e percepção, momento de autoconhecimento e conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro, momentos de vida.

“Em uma sala de aula ludicamente inspirada, convive-se com a aleatoriedade, com o imponderável; o professor renuncia à centralização, à onisciência e ao controle onipotente e reconhece a importância de que o aluno tem uma postura ativa nas situações de ensino, sendo sujeito de sua aprendizagem; a espontaneidade e a criatividade são constantemente estimuladas.” (Almeida, p. 03)

“A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade... o desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento” (Almeida, p. 04).

É preciso saber trabalhar com o(a) aluno(a) para que ele(ela) tenha prazer em aprender. Conteúdos estes despertados pelo prazer de querer saber e conhecer. Despertá-los para, com sabedoria, poder exteriorizá-los em sua vida . Afinal, a alegria, a fé, a paz, a beleza e o prazer estão dentro de cada um (a).

Há 500 anos já se propugnava por uma educação escolar que assegurasse o protagonismo do próprio aluno no processo formativo na e para a liberdade bem como a existência de espaços para o exercício da corporeidade, da criatividade e da ludicidade.
Epistemologicamente dir-se-ia que não existe consciência, linguagem, inteligência, antes da ação do sujeito. Isto é fundamental, a nível metodológico e, por isto, é preciso estimular o aluno a agir, a operar,a criar, a construir, superando a repetição, a cópia, a memorização. Concluo com as palavras de Rubem Alves (2006 , p. 86-87) quando diz que,

“A esperança vê o que não existe no presente, existe só no futuro, na imaginação. A imaginação é o lugar onde as coisas que não existe, existem. Este é o mistério da alma humana: somos ajudados pelo que não existe, quando temos esperança, o futuro se apossa dos nossos corpos. E dançamos. O poeta que escreveu esses poemas estava embriagado de esperança. E quem é possuído pela esperança fica grávido de futuros... Aqueles que ouvem a melodia do futuro plantam árvores em cuja sombra nunca se assentarão, mas não importa. Eles se alegram imaginando que as crianças amarrarão balanços em seus galhos...”

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