Jornal da Educação (ISSN 2237-2164 - Impresso)

REGRAS PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS
O CADERNO CIENTÍFICO é publicado semestralmente.  Para a segunda edição, os artigos, resenhas e relatos de experiência devem ser enviados até 25 de março de 2019. A primeira edição circulou em agosto de 2018, sob a coordenação cientifica do professor Doutor Norberto Dallabrida. A segunda edição... Leia Mais
JE abraça a campanha de combate à violência contra a mulher
Joinville - O Jornal da Educação se integra à campanha no combate à violência contra a mulher lançada pela Secretaria de Assistência Social – SAS e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – CMDM, no dia 21 de fevereiro. A campanha divulga o cartaz “Chega de violência contra a mulher, mais... Leia Mais
Movimento Global  ElesPorElas (HeForShe)
Na página da ONU:http://www.onumulheres.org.br/elesporelas somente homens e meninos podem se cadastrar para integrar o movimento Movimento Global - O Movimento ElesPorElas (HeForShe) foi criado pela ONU Mulheres, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das... Leia Mais
IMPAR lança campanha de financiamento coletivo
  Objetivo é viabilizar ações do Programa de Formação Cultural Arte para Todos em 2019 O Instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento – IMPAR está lançando uma nova campanha de financiamento coletivo por meio do Apoia.se, uma plataforma de financiamento coletivo recorrente, que promove a... Leia Mais
Fragmentação do Ministério do Trabalho e Emprego
O Ministério do Trabalho e Emprego – MTE é o órgão que tem por finalidade primordial fiscalizar a violação de direitos trabalhistas como, por exemplo, na fiscalização do trabalho realizado em condições análogas à de escravo, e fiscalizar o cumprimento das Normas Regulamentadoras (NRs) protetivas... Leia Mais
Brasil é o país que menos valoriza o professor. China é o que mais valoriza.
Pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social da Inglaterra (National Institute of Economic and Social Research) para a Fundação Varkey, com mais de 35000 adultos, com idade entre 16 a 64 anos e mais de 5500 professores ativos, apontou que o Brasil é o país... Leia Mais
MEC homologa Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio
As diretrizes trazem duas regulamentações importantes: aumentam para três mil horas o curso, tornam opcional o oferecimento de educação a distância e estipula a obrigatoriedade de oferecimento de mais de um itinerário formativo, em áreas distintas, em cada município. O ministro da educação,... Leia Mais
Jornais escolares estudantis
  A criação de jornais escolares produzidos por estudantes ou pelo corpo pedagógico das escolas surgiu na Europa, a partir da primeira década do Século XX. Um dos primeiros educadores a utilizar o jornal escolar foi o belga Jean-Ovide Decroly, no ano de 1909, quando editou em seu... Leia Mais
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As escolas públicas deveriam ser fundidas numa única rede?

O Escopo do Currículo Escolar na Concepção de Lutero

Dentre as dimensões, as quais Lutero se refere quando fala sobre a forma de ensinar a viver, destacaria aquelas que convergem com a BNCC e o Novo Ensino Médio.

 

Educação para a Liberdade – Educação para Lutero consiste em ensinar a viver a mensagem do amor, da esperança e da fé, bem como ensinar a viver os princípios que decorrem desta mensagem. Acrescenta ainda que não se pode coagir ninguém a fé, uma vez que qualquer ensino deve respeitar o outro como sujeito do seu processo.

Educação Permanente – Nunca estamos formados, somos seres em contínua formação. O trabalho educacional, considera o binômio amor e liberdade, tendo como ponto de chegada a sabedoria. Como resultado do esforço educacional, as pessoas são desafiadas a constituir uma sociedade solidária, com igualdade e justiça para todos, onde se administra os conflitos, através do diálogo e da negociação. Ao educar para a liberdade será necessário reconquistar a tradição para então criar algo novo, encontrar na educação uma relação a um tempo de equilíbrio e de tensão entre recuperar o passado e criar o futuro.

Como seres humanos, individual ou coletivamente, ainda não somos tudo a que somos chamados a ser. Vivemos no provisório. Desinstalando, gerando novas indagações e questionamentos sobre a realidade, parece ser inerente a uma dinâmica de fazer educação. O ser humano vive em uma dimensão dialética entre o passado e o presente, entre o antigo e o novo. A sabedoria está na capacidade de buscar o que é válido tanto para o antigo quanto para o novo. Lutero deixou na sua trajetória de vida, seja pessoal ou profissionalmente em suas obras, marcas de transição. Neste sentido, ele sempre apontou para o futuro, ou seja, para este novo que está emergindo.

Conteúdo com Sentido e Significado – Lutero propõe a adoção de um método que tenha como base o conteúdo com sentido e significado para a pessoa e a vida, enfatizando a leitura e a experiência. Propõe ainda que o jogo e a atividade criativa necessitam integrar o processo pedagógico.

Modalidade Lúdica – Lutero, na verdade, não propõe nenhum modelo de escola, todavia apoiou a transformação do sistema rígido, em voga na época, para uma modalidade mais lúdica.
O lúdico passou a ser reconhecido como traço essencial de psicofisiologia do comportamento humano. Faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana. São ações vividas e sentidas. Na atividade lúdica importa a própria ação, momentos de encontro consigo mesmo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, momentos de resignificação e percepção, momento de autoconhecimento e conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro, momentos de vida.

“Em uma sala de aula ludicamente inspirada, convive-se com a aleatoriedade, com o imponderável; o professor renuncia à centralização, à onisciência e ao controle onipotente e reconhece a importância de que o aluno tem uma postura ativa nas situações de ensino, sendo sujeito de sua aprendizagem; a espontaneidade e a criatividade são constantemente estimuladas.” (Almeida, p. 03)

“A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade... o desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento” (Almeida, p. 04).

É preciso saber trabalhar com o(a) aluno(a) para que ele(ela) tenha prazer em aprender. Conteúdos estes despertados pelo prazer de querer saber e conhecer. Despertá-los para, com sabedoria, poder exteriorizá-los em sua vida . Afinal, a alegria, a fé, a paz, a beleza e o prazer estão dentro de cada um (a).

Há 500 anos já se propugnava por uma educação escolar que assegurasse o protagonismo do próprio aluno no processo formativo na e para a liberdade bem como a existência de espaços para o exercício da corporeidade, da criatividade e da ludicidade.
Epistemologicamente dir-se-ia que não existe consciência, linguagem, inteligência, antes da ação do sujeito. Isto é fundamental, a nível metodológico e, por isto, é preciso estimular o aluno a agir, a operar,a criar, a construir, superando a repetição, a cópia, a memorização. Concluo com as palavras de Rubem Alves (2006 , p. 86-87) quando diz que,

“A esperança vê o que não existe no presente, existe só no futuro, na imaginação. A imaginação é o lugar onde as coisas que não existe, existem. Este é o mistério da alma humana: somos ajudados pelo que não existe, quando temos esperança, o futuro se apossa dos nossos corpos. E dançamos. O poeta que escreveu esses poemas estava embriagado de esperança. E quem é possuído pela esperança fica grávido de futuros... Aqueles que ouvem a melodia do futuro plantam árvores em cuja sombra nunca se assentarão, mas não importa. Eles se alegram imaginando que as crianças amarrarão balanços em seus galhos...”

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